Clinica Crescer

O auto amor pede passagem

"Qual é o seu nível de desamor por você?"

Por Redação em 03/12/2019 às 11:08:36

Seria o amor próprio um fator determinante para a autoestima? Respondo afirmativamente, aceitando essa hipótese como verdadeira.

A escritora Raquel de Queiroz afirma que escrever é difícil, porém imperioso, eu acredito que também aprender a se amar é difícil e imperioso quanto escrever, porque é necessário construir capacidade de gostar de si, mesmo sem acreditar.

É necessário aprender a conviver consigo, porque o contrário, e, não acreditar em si, torna-se uma forma de desamor.

Qual é o seu nível de desamor por você?

É dito que o amor próprio é um exercício diário, para uma vida feliz e não se deixa prender aos padrões doentes de uma sociedade, onde a fantasia e a mentira tomou conta dos egos inflados e que a compreensão e necessidade desse exercício, permite mudar situações.

É importante ter na vida diária uma visão relativista de você e do mundo, é altamente significativo e ajuda no entendimento de si mesmo.

Em se tratando de amor altruísta, sobre a Lei do Amor de Deus, ou Os Dez Mandamentos, costuma-se ouvir dizer que hoje só existem dois mandamentos: "Amar a Deus sobre todas as coisas" e " Amar ao Próximo como a si mesmo". E quem não se ama, tem competência para amar o próximo? Analisando a situação à luz da Bíblia: Em Êxodo 20:1-17, quando Deus, no Monte Sinai, entregou a Moisés as duas Tábuas da Lei, na primeira estavam escritos os quatro Mandamentos referentes ao amor de Deus e na segunda Tábua, estavam escritos os seis mandamentos referentes ao amor ao próximo, legitimando o tão proclamado "Ama o teu próximo como a ti mesmo".

Vejamos o que diz:

5- Ama teu pai e tua mãe para que Deus prolongue teus dias de vida sobre a terra. (o único Mandamento com promessa).

6- Não matarás (quem? O teu próximo).

7- Não adulterarás (contra quem? Contra teu próximo).

8- Não furtarás (de quem? Do teu próximo).

9- Não dirás falso testemunho (contra quem? Contra teu próximo).

10- Não cobiçarás (o que for do teu próximo).

Diante do exposto, conclui-se que, para amar ao próximo, como a si mesmo, torna-se necessário cumprir os seis Mandamentos da Segunda Tábua da Lei. Se não forem cumpridos esses princípios, a pessoa também estará abaixo da Lei dos homens.

Que compreensão se tem para essas questões, quando a falta de amor é observada na violência doméstica, urbana, na banalização do mal?

Com essa falta de amor, torna-se necessário alimentar a esperança, ser gentil consigo, amar seu brilho, sua existência única; aprender a dizer não e a sorrir além.

Aprender a confiar em si é preciso, para se ir além, acreditando que a sua companhia é a melhor companhia...

Fazer diferente, nos invalida emocionalmente, pois quem não tem amor próprio torna-se terreno baldio para o lixo afetivo dos outros.

Parafraseando o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, onde o amor é mais falado que vivido e por isso vivemos em tempo de angústia.

Segundo estatísticas grande número das doenças são de origem emocional e uma das causas é a falta de amor próprio.

É possível, após um tempo exercitando diariamente o amor, olhar para trás, e se ter uma visão agradável, com abundância de afetos, abundância de pessoas preciosas e alguns poucos canalhas, mas isso faz parte do pacote da vida, porque a vida tem duas faces: positiva e negativa e ambas deixam um legado de ensinamentos. O foco é deixar para trás o que não nos encanta, o que nos incomoda, o que dói na alma e seguir com o que toca o coração, alimentando a alma com atitudes boas, sonhando, enfeitando a vida com sorrisos, priorizando ser feliz, enfatizando o auto amor, pois esse amor é a poção da plenitude...

Carpe diem.

Fonte: Sertão da Paraíba

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