Clinica Crescer

Comunicações Perversas

(Fuja delas)

Por Redação em 15/01/2020 às 15:49:52

Lendo o livro da Psicóloga Francesa Marie-France Irigoyen, "Assédio Moral - A Violência Perversa do Cotidiano", achei necessário escrever esta crônica, porque algumas vezes me encontrei envolvida no assunto em tela e por ter sentido na pele as consequências e ter conseguido sair do ciclo vicioso, hoje tenho conhecimento de causa para falar.

Às vezes, mesmo depois de tanta estrada percorrida, você olha e aparentemente, não existe mais caminho. Então é hora de você arregaçar as mangas, demolir paredes e fazer o seu novo caminho, muito mais lindo e mágico! Porque estava escondido...

Mas para que você trilhe esse novo caminho, é necessário que você se afaste das comunicações perversas.

Se você tem consciência de que é uma pessoa íntegra, por que ficar perto de pessoas que lhe puxam pra baixo? Que insistem em não lhe valorizar, em provar que a pessoa errada é você? Chega! Saia de perto! Parta pra outra! Vá viver esse novo caminho, que lhe faz bem e onde não existe inquisição (o tempo da inquisição passou).

Está escrito em Provérbios 22:5 "Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe dele".

A ironia é uma forma de comunicação perversa, ela desestabiliza ou tenta desestabilizar uma pessoa, sem criar conflito, sem violência física. Esse tipo de comunicação pode ocorrer na família, no trabalho, em relacionamento amigáveis. Um exemplo: você conta que viu algo que lhe chamou a atenção e você repete algo que leu e que achou legal. A pessoa que escuta ri ironicamente e pergunta se você achou bonita a frase e fica rindo debochadamente. Se você repetir a frase, aí então é que a ironia aumenta. Isso não é saudável, isso é uma tentativa de lhe desestabilizar de lhe confundir. O uso de ironias ou insinuações faz parte de um tipo de comunicação entre pessoas em que um é prejudicado.

A comunicação perversa é uma tortura psicológica que não faz barulho e começa sorrateiramente, até esconde-se no convívio diário, aparentemente na maior normalidade; mas quem é vítima reconhece. Essas ações são tão comuns que parecem a coisa mais normal do mundo.

Para exercer esse tipo de comunicação, basta que zombem do seu gosto pessoal ou das suas expectativas ou do que você falar; pode ser no âmbito particular ou em público.

Existem muitas formas de comunicação perversa, a exemplo do olhar altivo, indiferença, a ridicularização, sarcasmo, entre outras. Esse tipo de comunicação cria climas e atmosferas desagradáveis não recomendados em todas as áreas da vida.

Atitudes assim contribuem para nunca conseguir criar espaços de comunicação completamente sinceros e amigáveis.

Se esse for o preço a pagar por manter um relacionamento com quem quer que seja, saia, porque levam a ataques contínuos que terão consequências importantes para a saúde psicológica daqueles que sofrem esse tipo de abuso.

Está escrito em Provérbios 22:5 "Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe dele"

O círculo vicioso desses relacionamentos tóxicos

Muitas vezes começa em casa, é algo tão silencioso e que faz parte da vida cotidiana onde as vítimas acabam optando por assumir e aceitá-lo: acabam encobrindo essas pessoas com a certeza de que é melhor estar com elas do que contra elas ou para manter uma companhia, uma amizade mesmo com prejuízo. Isso leva a uma distorção autêntica da relação entre pessoas.

Marie-France Irigoyen fala sobre esse tipo de violência, aquela que se instala muito furtivamente e muito gradualmente, e que a pessoa que sofre não reage ao ataque e assim alimenta as agressões encobertas do outro, para não gerar conflito e na esperança que pessoa poderá melhorar.

Devemos entender que cada indivíduo é único e original e que a grande verdade é que, segundo Provérbios 12:8 "Cada qual será louvado segundo o seu entendimento, mas o perverso de coração estará em desprezo". Essa verdade demanda tempo, porque o tempo é o senhor da razão e a verdade é filha do tempo.

A única forma de cortar o mal pela raiz em curto prazo é o prejudicado sair, cair fora desse tipo de relacionamento.

Finalizo a crônica com um poema de Vander Lee que diz:

"Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores

Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores

Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores

Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores.

Estou podando meu jardim

Estou cuidando bem de mim..."

Carpe Diem

Fonte: Margarida Araujo

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