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Aplicativo que monitorava Instagram de outras pessoas é retirado da App Store

Like Patrol podia registrar likes e interações para mostrar atividade de pessoas específicas na rede social. A Apple retirou da App Store o LikePatrol, um aplicativo [...]

Por Redação em 14/11/2019 às 20:49:10


Like Patrol podia registrar likes e interações para mostrar atividade de pessoas específicas na rede social. A Apple retirou da App Store o LikePatrol, um aplicativo que mostrava todas as interações visíveis de alguém no Instagram. O programa, que agia como uma um "stalker" de quem o usuário seguia no Instagram, também recebeu uma carta do próprio Facebook, que é dono do Instagram, alegando violações nos termos de uso da rede social.

Para produzir seus relatórios e resumos de interações e curtidas dos perfis, o Like Patrol recolhia informações dos perfis dos usuários de forma automatizada. O serviço era cobrado.

A proposta do Like Patrol ia de encontro às mudanças recentes do Instagram. Depois de ocultar o número de curtidas, a rede social removeu a aba "Seguindo", que deixava exposta as interações de quem o usuário seguia.

Além de recriar esses recursos, o Like Patrol ainda gerava um "ranking", baseado nas interações em um determinado perfil. O grau de popularidade que esse perfil tinha era determinado por interações de modelos ou de outros usuários famosos.

Like Patrol utilizava informações públicas do Instagram de maneira intrusiva. Termos de uso da rede social vedam a utilização de programas de coleta de dados automatizada.

Reprodução

Sinal de alerta

De acordo com declarações do criador do Like Patrol, Sergio Luis Quintero, nenhuma informação era centralizada — tudo era armazenado no próprio celular do usuário. O app agia como uma tela de acesso ao Instagram, apenas "reorganizando" as informações já disponíveis.

Em outras palavras, qualquer um pode ver essas mesmas informações – basta acessar os perfis das pessoas e contabilizar as curtidas e comentários. O Like Patrol era uma espécie de "robô" para facilitar esse processo.

Na prática, embora o aplicativo tenha sido removido da App Store – e ele nunca foi publicado na Play Store, do Android –, quem utiliza o Instagram precisa ter ciência de que essas informações são públicas.

Também é possível que as funções do Like Patrol fiquem mais acessíveis. Quintero disse que pretende liberar o código fonte do programa, o que permitiria replicar suas funções.

De uma forma, os termos de uso da Instagram dizem que é proibido "criar contas ou coletar informações de modo automatizado sem nossa permissão expressa". Descumprir a regra pode fazer com que uma conta seja suspensa ou banida.

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Ilustração: G1

Fonte: G1

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