A infectologista Natalie Del Vecchio, da Fiocruz, alertou nesta terça-feira (9) sobre a necessidade urgente de vacinação contra o sarampo para brasileiros que planejam viajar para a Copa do Mundo de 2026. O aviso ocorre devido ao aumento expressivo de casos nos países-sede — Estados Unidos, México e Canadá —, que atualmente concentram 70% dos registros da doença no continente americano.

A especialista do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) destaca que a baixa imunização global é um fator crítico. Como o vírus possui um alto índice de transmissibilidade, a circulação de turistas sem a proteção adequada pode comprometer a saúde pública e a segurança sanitária internacional.

Expansão da doença na América do Norte

Nos últimos anos, o cenário epidemiológico se agravou significativamente na região. O Canadá, que perdeu sua certificação de país livre da enfermidade após registrar mais de 5 mil ocorrências em um único ano, continua apresentando novos casos. O México e os Estados Unidos também apresentam números preocupantes, com milhares de notificações recentes.

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Para o Brasil, o risco principal reside na reintrodução do vírus em território nacional. Embora o país tenha recuperado o certificado de nação livre do sarampo em 2024, a entrada de casos importados, como os registrados recentemente no Rio de Janeiro e em São Paulo, mantém as autoridades em vigilância constante.

Orientações para os viajantes

Natalie Del Vecchio enfatiza que manter o calendário vacinal em dia é a única forma eficaz de prevenção. Para quem possui entre 1 e 30 anos, o protocolo exige duas doses. Já para adultos na faixa dos 30 aos 60 anos, a recomendação técnica é de pelo menos uma dose comprovada no histórico de saúde.

O Ministério da Saúde reforça que a aplicação da vacina Tríplice Viral deve ocorrer, no mínimo, 15 dias antes do embarque para o exterior. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada "dose zero", garantindo uma proteção inicial antes da exposição em áreas de alta circulação viral.

Gravidade e sintomas

O sarampo é uma patologia severa, capaz de evoluir para quadros graves de pneumonia, encefalite e até o óbito. Em gestantes, a infecção pode ocasionar partos prematuros e baixo peso ao nascer. A transmissão ocorre de forma simples, através da fala, tosse ou respiração, muitas vezes antes mesmo do diagnóstico.

Os sintomas clássicos incluem febre alta, tosse persistente e manchas avermelhadas que se espalham pelo corpo. As doses do imunizante estão disponíveis gratuitamente em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo fundamentais para evitar novos surtos no país.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072