Na última segunda-feira (8), agentes da Polícia Civil prenderam Wagner William Amâncio, o Waguinho, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Parque das Missões, em Duque de Caxias. A operação visava desarticular o esquema de roubo de cargas e veículos que abastecia a facção criminosa na região da Baixada Fluminense.

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Duque de Caxias e pela DRE-Baixada, o criminoso de 32 anos gerenciava crimes patrimoniais em rodovias estratégicas, com foco na Rio-Petrópolis. Durante a diligência, outros dois suspeitos de envolvimento com o tráfico também foram detidos.

A ofensiva policial teve como meta principal atingir o núcleo logístico do grupo no Parque das Missões. O local funcionava como um ponto estratégico para a receptação de bens, ocultação de comparsas e coordenação de atividades ilícitas.

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Logística e conexão com o Complexo da Penha

Waguinho era o responsável por viabilizar o armamento dos criminosos e organizar o envio de carros roubados para o Complexo da Penha, na zona norte do Rio. Esse território é considerado o principal reduto da cúpula da organização criminosa no estado.

As provas colhidas indicam que diversos grupos especializados em roubos de veículos operavam sob o comando direto de Waguinho. Além da gestão logística, ele possuía ligações estreitas com Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, um dos nomes de peso na hierarquia do tráfico.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido após um monitoramento detalhado que localizou o esconderijo do suspeito. Waguinho já possuía um histórico criminal extenso, incluindo passagens por receptação, tráfico de drogas e roubo de carga.

Entre os outros presos na ação, destaca-se um homem que atuava no suporte operacional da facção e já possuía antecedentes criminais desde 2019. A Polícia Civil reforça que essas prisões são fundamentais para asfixiar a estrutura financeira do crime organizado.

Operação Contenção e balanço das ações

A investida faz parte da Operação Contenção, uma estratégia contínua para impedir a expansão territorial de grupos armados. O foco permanece na desarticulação de bases operacionais que sustentam o tráfico e os roubos em série.

Até o momento, os números da operação impressionam: mais de 345 prisões efetuadas e 137 criminosos neutralizados em confrontos. O arsenal apreendido soma 477 armas, incluindo 190 fuzis, além de uma quantidade superior a 51 mil munições.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072