A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito sobre o grave atropelamento em João Pessoa que feriu o produtor de eventos Erick Araújo, de 36 anos, em julho de 2026. O delegado Getúlio Machado confirmou o indiciamento do motorista Marcos Afrânio Garcez, bombeiro militar aposentado do Distrito Federal, que responderá por embriaguez ao volante, lesão corporal culposa, omissão de socorro e fuga do local.

O caso ocorreu na madrugada de 18 de julho de 2026, no bairro Jardim Oceania, quando a vítima saía de uma festa. Câmeras de segurança registraram o momento em que o automóvel invade a calçada e atinge Erick Araújo. O condutor fugiu sem prestar qualquer assistência. A vítima foi socorrida pelo Samu e segue internada em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma da capital.

Contradições no depoimento do suspeito

Durante os interrogatórios, Marcos Afrânio Garcez apresentou versões conflitantes. Inicialmente, o investigado negou ter consumido bebidas alcoólicas ou frequentado bares na noite do ocorrido. No entanto, o delegado Getúlio Machado confrontou o suspeito com imagens de segurança que comprovam a presença dele no mesmo estabelecimento comercial em que a vítima estava antes do acidente.

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Após a exibição dos vídeos, o bombeiro aposentado admitiu que esteve no local, mas continuou sustentando que não ingeriu álcool. Além disso, Marcos alegou à Polícia Civil que não percebeu ter atropelado um ser humano, imaginando ter colidido contra um animal na via pública. Ele afirmou ainda que não conhecia o produtor de eventos.

O delegado contestou a versão apresentada pelo motorista, destacando os danos visíveis no veículo. "Isso diverge das condições em que o carro foi encontrado, porque o para-brisa estava quebrado. Que animal seria esse capaz de quebrar o para-brisa?", questionou Machado, apontando que o impacto direto do corpo da vítima causou a quebra do vidro. A defesa do indiciado não foi localizada para comentar o caso.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072