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O silêncio do cidadão exposto no vídeo do secretário adjunto Fernando Antônio diz muito mais do que as palavras de quem o gravava. Em meio à folia do Carnaval 2026, a tentativa de ser "engraçado" em cima de uma limitação física é, no mínimo, cruel. O cidadão, que buscava ajuda após um extravio de documentos decorrente de violência, foi transformado em escada para a promoção pessoal de um agente público.
É lamentável observar que, enquanto o secretário se coloca em um pedestal, a vítima é tratada como um acessório para "likes". O capacitismo recreativo praticado por quem deveria zelar pela inclusão é uma mancha na atual administração municipal de Cajazeiras. Não se trata de uma falha isolada, mas de uma postura que reflete a falta de sensibilidade de quem, sem formação técnica, acredita que as redes sociais são um território sem leis e sem respeito.
As autoridades competentes, incluindo o Ministério Público e a própria chefia do Executivo, não podem fazer vista grossa. Uma cidade que se orgulha de sua história e cultura não pode permitir que sua representação oficial seja usada para apequenar os mais humildes. A comunicação deve ser ponte, nunca um muro de deboche.
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