Durante meses, uma narrativa política ganhou espaço: a de que Denise perderia força, de que o grupo estaria rachado e de que a votação sofreria uma queda significativa.

A movimentação não foi pequena. Houve mudança de lado de integrantes de grupos tradicionais, saída de vice, vereadores que passaram a se apresentar como novas lideranças e uma série de articulações políticas com o objetivo de demonstrar que Denise finalmente seria colocada à prova.

E foi.

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Só não aconteceu exatamente como alguns esperavam.

A oposição trabalhou para diminuir a força eleitoral de Denise. O resultado, porém, acabou mostrando outra realidade: a votação permaneceu firme.

Que coisa, não?

Tanta reunião.

Tanta articulação.

Tanta comemoração antecipada.

Tanta certeza de que “agora vai”.

E, no final, a urna fez aquilo que sabe fazer melhor: separou o barulho da realidade.

A experiência eleitoral também deixa uma lição básica da política: romper com uma liderança não significa, automaticamente, levar consigo o eleitorado que historicamente acompanha aquele grupo.

Voto não vem no pacote da ruptura.

Não passa por procuração.

Não acompanha sobrenome.

E muito menos muda de lado simplesmente porque alguém decidiu mudar de grupo.

A tentativa de construir uma narrativa de queda acabou encontrando nas urnas uma realidade diferente. Mesmo diante das mudanças políticas e das articulações anunciadas, Denise demonstrou capacidade de preservar sua força eleitoral.

Agora resta aos responsáveis pela previsão de uma grande queda explicar por que toda aquela força anunciada não apareceu no resultado na proporção esperada.

Mas talvez seja apenas questão de tempo.

Até a próxima eleição, sempre haverá espaço para uma nova teoria, uma nova articulação e, naturalmente, uma nova previsão.

Enquanto isso, Denise segue com algo que não se conquista apenas por acordos políticos ou interesses de ocasião:

o eleitor.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072