Os funcionários da Caixa Econômica Federal aprovaram a continuidade da greve da Caixa em âmbito nacional nesta sexta-feira (11), após rejeitarem a proposta final do banco. A decisão ocorreu por tempo indeterminado devido a divergências no Acordo Coletivo de Trabalho, concentradas principalmente nas alterações das regras de custeio do plano de assistência médica da categoria.

Em assembleia finalizada às 23h, cerca de 68% dos profissionais representados pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região se posicionaram contra o texto. Com o impasse mantido, as entidades sindicais tentam reabrir os canais de diálogo com a direção da empresa pública.

Impasses sobre o Saúde Caixa

O grande obstáculo nas tratativas diz respeito ao Saúde Caixa. A reestruturação apresentada pela instituição alterava as regras de coparticipação, com contribuições mensais variando de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, dependendo do perfil etário do trabalhador.

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A oferta previa ainda mensalidades por dependente entre R$ 480 e R$ 660, elevação do teto anual de coparticipação familiar para R$ 4,8 mil e reajuste nas consultas em pronto-socorro para R$ 150. Em contrapartida, o banco oferecia bônus de R$ 3 mil por empregado e aumento do limite do custeio patronal para 8%.

Possibilidade de dissídio coletivo

Diante do encerramento da validade da oferta e da negativa da categoria, a Caixa sinalizou a intenção de recorrer à Justiça do Trabalho. A judicialização por meio de dissídio coletivo permitirá que o tribunal defina as diretrizes para a solução do conflito de trabalho.

Atendimento e situação no Banco do Brasil

Apesar da paralisação nas agências, os caixas eletrônicos continuam operando normalmente. A instituição orienta os clientes a utilizarem o Internet Banking, os aplicativos oficiais (como o Caixa Tem), além de unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

Diferentemente da CEF, a maioria dos trabalhadores do Banco do Brasil aceitou as condições oferecidas e manteve as atividades normais na sexta-feira (11), permanecendo em paralisação apenas 18 bases sindicais regionais no país.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072