O juiz Salvador de Oliveira Vasconcelos, da 5ª Vara Criminal de João Pessoa, voltou atrás e reverteu a decisão que previa a soltura de um delegado e de dois agentes da Polícia Civil envolvidos em um esquema de desvio de drogas.

A revogação ocorreu porque já existia uma ordem de prisão preventiva em vigor contra os investigados em um processo paralelo. Os alvos da medida são o delegado Braz Morroni e os agentes Everton Aires e Eduardo Jorge.

A investigação é fruto de um trabalho conjunto entre o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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Ação do Ministério Público

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o trio. O órgão pede o afastamento imediato dos cargos e o bloqueio de bens dos suspeitos.

Segundo as investigações, os policiais simulavam operações para subtrair entorpecentes apreendidos e revender o material ilicitamente. Os fatos teriam ocorrido entre 2024 e 2026, com vínculos a organizações criminosas.

Acusações formais

Os servidores respondem na justiça por furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual. O MPPB também exige o pagamento de R$ 1 milhão em danos morais coletivos.

As provas reúnem dados de geolocalização de viaturas, quebras de sigilo telemático e fiscal, além de análises de celulares apreendidos durante as diligências conduzidas pelo Gaeco.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072