A 5ª Vara Criminal de João Pessoa determinou a soltura do delegado Braz Morroni, que é investigado por um suposto esquema de desvio de drogas na Polícia Civil da Paraíba. No entanto, a decisão proferida nesta sexta-feira (25) não resulta na liberdade imediata do acusado, uma vez que ele permanece sob custódia devido a um mandado de prisão preventiva vigente em outro processo judicial.

O caso tramita na Vara Militar e de Crimes Envolvendo Organização Criminosa da Capital. O juízo que autorizou a soltura no processo específico ressaltou que a liberdade só seria possível caso não houvesse outro impedimento legal, o que mantém Morroni no Presídio Especial Valentina de Figueiredo.

Contexto das investigações

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) também move uma ação de improbidade administrativa contra o delegado e os agentes Everton Aires e Eduardo Jorge. O órgão busca o afastamento imediato dos servidores e o bloqueio de bens, visando o ressarcimento ao erário.

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As investigações, conduzidas pelo Gaeco e pela Draco, apontam que o grupo utilizava a estrutura da Polícia Civil para simular operações. O objetivo era subtrair entorpecentes de terceiros para revenda ilícita, mantendo vínculos com organizações criminosas entre 2024 e 2026.

Além da improbidade, os envolvidos respondem por furto qualificado, abuso de autoridade e fraude processual. O MPPB fundamenta as denúncias com provas de geolocalização de viaturas, quebras de sigilo telemático e análises bancárias. A defesa de Braz Morroni informou que aguarda uma decisão favorável nos demais processos.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072