O motorista Ítalo Jansen de Melo Chaves alega ter se distraído com o celular no momento da colisão fatal que vitimou o motociclista Anderson França, de 35 anos, durante a madrugada da última segunda-feira (12). O acidente em João Pessoa provocou grande comoção, e o condutor se entregou às autoridades após fugir do local sem prestar socorro.

Segundo a defesa do acusado, a invasão da faixa contrária ocorreu por desatenção, quando um passageiro mostrou uma imagem no celular. O advogado Robério Capistrano negou que o cliente tenha realizado a manobra perigosa conhecida como "cavalo de pau" e afirmou que ele tentou desviar assim que percebeu a aproximação da motocicleta.

Investigação sobre dolo eventual e embriaguez

A Polícia Civil autuou o motorista da caminhonete em flagrante por homicídio com dolo eventual, enquadramento aplicado quando o condutor assume o risco de matar. De acordo com o delegado Sylvio Rabello, testemunhas relataram que o suspeito consumiu bebida alcoólica em um bar antes de dirigir, versão fortemente rebatida pela defesa.

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Além das marcas de frenagem e das imagens de câmeras de segurança, os investigadores apuram o histórico do suspeito, que já possui registros anteriores por violência doméstica e infrações de trânsito. Ítalo se apresentou na Cidade da Polícia, no bairro do Geisel, acompanhado de seu advogado, e passará por audiência de custódia.

Família da vítima cobra justiça

Anderson França trabalhava na Ceasa e estava a caminho do serviço quando teve a trajetória interrompida pela colisão no bairro do Cuiá. Emocionada, a mãe da vítima, Nelmar Dantas, pediu punição rigorosa ao responsável. Familiares também destacaram a dedicação do trabalhador, que era o principal apoio dos avós.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072