O Ministério Público da Paraíba ajuizou uma ação civil pública contra os ex-gestores de Cabedelo, Vitor Hugo e André Coutinho, além do chefe do crime organizado Flávio de Lima Monteiro, conhecido como Fatoka, sob acusação de utilizarem a estrutura administrativa para desvios de recursos e contratações irregulares.

A investigação tem como base as fases da Operação En Passant, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Segundo o MPPB, os ex-prefeitos firmaram um pacto com o líder do tráfico local, permitindo que ele indicasse nomes para cargos públicos em troca de proteção política nas comunidades.

As apurações também revelaram um esquema de desvio conhecido como rachadinha, onde os contratados precisavam repassar parte dos salários. Questionados pela imprensa, a defesa de Vitor Hugo informou que aguarda notificação formal, enquanto André Coutinho não retornou aos contatos até o fechamento desta reportagem.

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A participação dos gestores

Conforme o documento do Ministério Público, Vitor Hugo utilizou o poder do executivo municipal para avalizar as nomeações sugeridas pelos criminosos. Já André Coutinho, que atuou como vereador antes de assumir a chefia do executivo municipal, também teria facilitado a inserção de indicados da facção tanto na prefeitura quanto na câmara legislativa.

Quem é Fatoka

Flávio de Lima Monteiro, apontado como líder do Comando Vermelho na Paraíba, possui um longo histórico criminal que inclui fugas espetaculares de presídios de segurança máxima, como a do complexo PB1 em 2018. Atualmente, ele figura na lista do Ministério da Justiça entre os criminosos mais perigosos do país e segue foragido da lei.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072