Réu confesso pelo assassinato do próprio filho de 11 anos em João Pessoa, Davi Piazza Pinto solicitou uma avaliação de insanidade mental à 2ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri da Paraíba. Na época do crime, o investigado afirmou à Polícia Civil que cometeu o ato motivado por dívidas e pela recusa em arcar com a pensão alimentícia.

A juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão determinou que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) se manifeste no prazo de dez dias sobre o pedido da defesa. O órgão ministerial ainda não apresentou posição oficial sobre a instauração do procedimento psiquiátrico.

O objetivo deste exame na esfera judicial é verificar se o acusado possuía plena capacidade de discernimento entre o certo e o errado durante a execução do crime. Caso a Justiça autorize, uma junta médica será responsável por conduzir a análise técnica do réu.

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Atualmente, o homem permanece sob custódia preventiva. O caso ganhou repercussão nacional quando ele se entregou espontaneamente em uma delegacia de Florianópolis, em Santa Catarina, logo após o ocorrido no bairro Jardim Oceania, na capital paraibana.

Investigação e dinâmica do crime

Em novembro, a Polícia Civil indiciou o suspeito por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia e por envolver vítima menor de 14 anos, além do crime de ocultação de cadáver. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele deixou o apartamento carregando o corpo envolto em lençóis.

Os motoristas de aplicativos que realizaram as corridas até o bairro Colinas do Sul foram ouvidos pelas autoridades. A investigação concluiu que o pai agiu sozinho e planejou o homicídio. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por sufocação.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072