Os médicos formados no exterior e estudantes de medicina têm até as 23h59 desta quinta-feira (17) para enviar os recursos do Revalida 2026/2 e do Enamed 2026. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou os cadernos de questões e gabaritos preliminares das avaliações aplicadas em todo o país no último domingo (14).

Os candidatos interessados em contestar as respostas preliminares podem acessar os documentos diretamente na internet. Acesse os gabaritos do Enamed e os resultados do Revalida 2026/2 para verificar os desempenhos individuais.

Para interpor recursos contra as questões da prova objetiva, os participantes devem acessar o Sistema Revalida. O prazo original, anteriormente previsto para iniciar em outra data, foi retificado pelo Inep para esta semana. Todas as contestações enviadas serão analisadas por uma banca especializada.

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Caso alguma questão seja anulada após a análise, os pontos correspondentes serão atribuídos a todos os candidatos, independentemente de terem apresentado recurso. O cronograma oficial prevê que o gabarito definitivo e o resultado final da prova objetiva sejam divulgados no dia 4 de dezembro.

Entenda a importância do Enamed

Criado pelo Ministério da Educação (MEC), o Enamed avalia a qualidade do ensino médico no Brasil. O exame serve como critério de seleção para programas de residência médica de acesso direto, como o Exame Nacional de Residências (Enare). A partir de 2027, a avaliação será obrigatória a cada semestre para formandos.

Uma alteração recente na legislação estabeleceu o Enamed como critério de proficiência. Agora, os recém-formados em medicina só poderão obter o registro profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM) de sua respectiva unidade da federação se atingirem o rendimento mínimo exigido no exame, tornando a prova indispensável para o exercício da profissão.

O papel do Revalida na saúde pública

O Revalida busca garantir que profissionais graduados fora do país possuam as competências necessárias para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS). O processo, coordenado em parceria pelos ministérios da Educação e da Saúde, valida os diplomas estrangeiros para que os médicos possam exercer legalmente a profissão no território nacional.

A aprovação no exame assegura que a formação obtida no exterior atende aos rigorosos critérios de exigência das universidades públicas brasileiras, mantendo o padrão de qualidade do atendimento médico oferecido à população.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072