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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil por improbidade administrativa contra o prefeito de Condado, Caio Rodrigo Bezerra Paixão, e sua esposa, Roberta Waléria Rodrigues Formiga Paixão. A acusação envolve a nomeação dela como secretária de Ação e Promoção Social enquanto cursava medicina em outra cidade durante o expediente.
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Segundo o 4º promotor de Justiça de Patos, Caio Terceiro Neto Parente Miranda, a prática configura lesão ao erário e enriquecimento ilícito. O gestor municipal manteve a primeira-dama no cargo por 14 meses, mesmo ciente de que ela estudava em Patos e não cumpria as funções atribuídas à pasta.
A investigação apontou que a ex-secretária incorporou R$ 53.285,71 ao seu patrimônio sem trabalhar. O MPPB notificou a defesa em dezembro de 2025 e recomendou a exoneração, que só ocorreu em fevereiro do ano seguinte após resistência do chefe do executivo municipal.
O órgão ministerial exige a suspensão dos direitos políticos de ambos por 14 anos, além da perda de funções públicas. Também foi solicitada a reparação integral do dano ao erário e o pagamento de 100 salários mínimos por danos morais coletivos ao FDD-PB. A Prefeitura de Condado não retornou aos contatos da reportagem.
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