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A corrida pelo primeiro turno das eleições na Paraíba chega ao fim neste sábado (3), após semanas de intensos debates entre os candidatos ao governo estadual sobre segurança pública e descentralização da saúde.
Com a desistência de Pedro Coutinho (DC), restaram cinco postulantes na disputa deste domingo: Camilo Duarte (PCO), Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL), Lucas Ribeiro (PP) e Yuri Ezequiel (UP).
Propostas para saúde e segurança pública
A descentralização dos serviços médicos foi o principal foco das discussões sobre saúde. Cícero Lucena propôs interiorizar os atendimentos do Hospital Napoleão Laureano. Efraim Filho sugeriu o uso de telemedicina e a criação de redes de urgência no Sertão. Já Lucas Ribeiro destacou a ampliação de leitos e UTIs no Hospital de Cajazeiras e novos equipamentos em Patos.
Na área de segurança pública, os candidatos priorizaram o combate ao crime organizado e a valorização policial. Lucas Ribeiro e Cícero Lucena defenderam o fortalecimento dos centros de controle integrados. Lucena e Yuri Ezequiel propuseram delegacias especializadas da mulher funcionando 24 horas, enquanto Efraim Filho focou na melhoria salarial da categoria.
Embates diretos e disputas judiciais
Os debates na mídia paraibana foram marcados por confrontos ásperos. Lucas Ribeiro acusou a gestão de Cícero Lucena em João Pessoa de abandonar obras, além de apontar supostas ligações de Efraim Filho com fraudes no INSS. Em resposta, Efraim rebateu com acusações de esquemas fraudulentos envolvendo aliados do próprio PP.
A troca de acusações também envolveu a segurança e a contratação de pessoal. Lucas Ribeiro sugeriu que a prefeitura da capital facilitou a entrada de membros de facções criminosas. Por outro lado, Cícero Lucena e Efraim Filho criticaram a conduta de Ribeiro na convocação de aprovados em concursos públicos e em acidentes de obras.
O cenário de rivalidade culminou em ações no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Cícero Lucena acionou a Justiça contra Lucas Ribeiro por suposto abuso de poder político e compra de votos. A defesa de Ribeiro nega as irregularidades. Paralelamente, Yuri Ezequiel acionou o governador por suposto uso eleitoral de escolas estaduais.
Cenário nacional em segundo plano
As discussões de nível nacional tiveram pouco espaço na campanha estadual. Padrinhos políticos nacionais não participaram ativamente de agendas na Paraíba, mantendo o foco dos candidatos estritamente em questões locais e em discussões regionalizadas durante todo o período eleitoral.
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