A operação das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), a situação do Açude Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, e as alternativas para levar água ao manancial de Lagoa do Arroz estão entre os principais pontos abordados por um representante da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) ao explicar o funcionamento do sistema de transposição e seu planejamento operacional.

Durante a explicação, o técnico destacou o papel do Plano Operativo Anual (POA), instrumento que organiza as demandas e estabelece as condições de operação do sistema para cada ano. O planejamento considera as necessidades dos estados receptores e passa por análise dos órgãos responsáveis pela gestão das águas.

Outorga estabelece regras para distribuição das águas

Segundo as informações apresentadas pelo representante da ANA, a outorga global mencionada para a operação do Projeto de Integração do Rio São Francisco é de 26,4 metros cúbicos por segundo (m³/s). O volume é distribuído entre os quatro estados receptores, conforme os critérios de alocação e as demandas consideradas no planejamento.

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O processo envolve o encaminhamento das necessidades anuais dos estados ao operador federal, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Após a validação operacional, as informações são submetidas à análise da ANA, responsável pelas atribuições regulatórias relacionadas aos recursos hídricos.

A avaliação do planejamento ocorre no ciclo de preparação da operação do ano seguinte. O procedimento busca organizar a utilização da água de acordo com as demandas apresentadas e as condições operacionais do sistema.

Operação pode considerar as necessidades dos eixos Norte e Leste

Outro aspecto abordado foi a flexibilidade operacional entre os eixos Norte e Leste da transposição. Conforme a explicação técnica, a distribuição da água precisa considerar as diferenças de demanda e as condições hídricas do Semiárido nordestino, região marcada pela irregularidade das chuvas.

Nesse contexto, os ajustes operacionais podem ser considerados conforme as necessidades identificadas, respeitando as regras aplicáveis ao sistema. A definição dos volumes destinados a cada área depende do planejamento e das condições de operação, não significando uma transferência irrestrita de água entre os eixos.

Açude Engenheiro Ávidos volta a acumular e repassar água

A situação do Açude Engenheiro Ávidos, localizado em Cajazeiras, também foi abordada durante a explicação do representante da ANA.

De acordo com as informações fornecidas, o reservatório passou por um período de restrição ao acúmulo de água em razão de intervenções estruturais na parede do manancial. Após a conclusão dos serviços, a operação foi retomada, permitindo novamente o acúmulo de água e o repasse de vazão para outros pontos do sistema hídrico.

Entre os destinos mencionados estão o Açude de São Gonçalo e o sistema do Vale do Piancó/Piranhas, com atendimento à Paraíba e ao ponto de entrega localizado no Rio Grande do Norte.

A regularização operacional é relevante para o acompanhamento da segurança hídrica regional. Entretanto, os volumes efetivamente liberados, os níveis atuais dos reservatórios e as vazões em operação precisam ser confirmados nos dados oficiais mais recentes.

Lagoa do Arroz depende de definição de solução de engenharia

A possibilidade de atendimento ao manancial de Lagoa do Arroz também foi apresentada ao técnico, especialmente em relação à inclusão da demanda no planejamento operacional e à forma como a água chegaria ao reservatório.

Segundo o resumo da fala, a equipe de engenharia ainda avalia a alternativa mais adequada para viabilizar a chegada da água. Entre as possibilidades mencionadas estão o aproveitamento de estruturas existentes, como calha ou vertedouro, e a execução de uma nova obra de canal.

A definição depende dos estudos técnicos necessários para identificar a solução estrutural mais apropriada. Até que essa etapa seja concluída, não é possível afirmar qual alternativa será adotada, quando a obra poderá ser executada ou quando o manancial começará a receber água.

A questão tem importância para o planejamento do abastecimento na região, mas sua concretização depende da conclusão dos estudos e das decisões dos órgãos responsáveis.

Planejamento hídrico exige integração entre os órgãos

Os esclarecimentos sobre o POA, a operação do Açude Engenheiro Ávidos e os estudos para Lagoa do Arroz mostram a importância da articulação entre os órgãos federais responsáveis pela operação, regulação e planejamento dos recursos hídricos.

Enquanto o sistema de transposição depende de regras operacionais e de planejamento anual, as soluções específicas para cada reservatório podem exigir intervenções estruturais e avaliações de engenharia.

Para a região de Cajazeiras e demais áreas atendidas pelo sistema, o acompanhamento das decisões oficiais é fundamental para compreender os próximos passos relacionados à distribuição das águas e às alternativas para ampliar a segurança hídrica no Sertão paraibano.

Observação editorial: o nome do representante da ANA e a data da entrevista não foram informados no material recebido. Esses dados devem ser acrescentados após confirmação, assim como os documentos oficiais que comprovem a outorga citada, a conclusão das obras e a situação operacional dos reservatórios.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072