Cajazeiras sempre foi conhecida como a terra que ensinou a Paraíba a ler. Por isso, causa profunda estranheza que a comunicação oficial do município esteja nas mãos de quem parece não saber ler o ambiente social e ético em que está inserido. O recente vídeo postado pelo subsecretário Fernando Antônio, expondo um cidadão mudo de forma jocosa, é o sintoma de uma gestão que prioriza o "aparecer" em detrimento do "servir".

Fernando Antônio, que chegou à cidade em outros ramos do comércio, encontrou em Cajazeiras o acolhimento necessário para prosperar. Contudo, a gratidão à terra deveria ser convertida em serviço público de qualidade, e não em vídeos que ridicularizam a vulnerabilidade alheia. A ausência de habilitação em jornalismo ou formação acadêmica na área de comunicação transparece na falta de filtro e no tom de superioridade adotado perante um cidadão simples. 

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A prefeitura municipal precisa decidir se sua comunicação é um órgão institucional ou um circo particular de seus secretários. A cobrança por uma postura firme da prefeita não é apenas um clamor político, é uma necessidade de reparação moral. Ocupar um cargo público não é um direito vitalício à soberba, mas um dever de zelo pela imagem da cidade e de seu povo.

FONTE/CRÉDITOS: TV E PORTAL SERTÃO | REPÓRTER TV – Wgleyson de Souza – Jornalista. DRT 4407/PB | API/PB 3072.