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O cenário da Política da Paraíba ganha novos contornos com as recentes declarações da vereadora Samara Pereira de Souza, que direcionou duras críticas à administração do prefeito Alisson Francisco. Durante a sessão legislativa, a parlamentar colocou em xeque as estratégias de gestão de pessoal do Executivo e evidenciou o abandono de programas sociais voltados à educação e ao desenvolvimento econômico local. O embate revela as tensões dos Bastidores do Poder e expõe possíveis fragilidades no discurso oficial de contenção de gastos do município.
A principal contradição apontada por Samara Souza reside no projeto municipal que prevê a criação de 25 novos cargos comissionados. A vereadora relembrou que, no ano de 2025, o município já possuía cerca de 150 cargos na estrutura, dos quais apenas 88 estavam de fato ocupados. Para a parlamentar, torna-se insustentável a prefeitura alegar instabilidade financeira enquanto pastas essenciais da administração, a exemplo de Cultura e Esportes, permaneceram durante todo o ano anterior sem a nomeação de secretários titulares. Segundo a análise do jornalista Wgleysson de Souza, esse movimento levanta sérios questionamentos sobre a eficiência administrativa e o verdadeiro propósito da ampliação do quadro funcional neste momento.
Nesse contexto estrutural, o risco iminente de uso político da máquina pública tornou-se um dos focos centrais da denúncia. A vereadora alertou que a nomeação para os novos postos não pode se transformar em um mero instrumento de barganha para o período eleitoral, exigindo que as oportunidades contemplem os talentos locais ao longo de todo o mandato. A fala ressoa como uma cobrança direta por transparência e por uma governança técnica que priorize o mérito, distanciando-se do calendário das urnas.
Paralelamente às críticas sobre as nomeações em comissão, houve uma forte defesa no plenário pela valorização dos servidores públicos efetivos. A parlamentar cobrou formalmente do Executivo a elaboração de um estudo técnico de impacto financeiro voltado ao reajuste dos profissionais de nível superior que não são amparados por um piso salarial nacional. O argumento central exposto é o de que esses trabalhadores, responsáveis pelo atendimento diário e direto à população, carecem de perspectivas reais e contínuas de valorização profissional por parte da atual gestão municipal.
A economia local e os programas de assistência contínua também integraram a pauta estratégica de reivindicações. A vereadora exigiu a retomada urgente do programa Bolsa Universitária, cuja paralisação já ultrapassa a marca de um ano, afetando diretamente a juventude que busca qualificação. Além disso, solicitou celeridade na publicação de um edital de licitação para a concessão de uso oneroso dos quiosques localizados na Praça das Mangueiras. A iniciativa tem como objetivo imediato fomentar a geração de renda e impulsionar os empreendedores locais, aspectos práticos que a oposição classifica como amplamente negligenciados pela prefeitura de Alisson Francisco.
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