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O debate sobre a modernização dos serviços públicos na Paraíba ganha um novo capítulo provocativo. Enquanto os Bastidores do Poder focam em articulações partidárias, uma questão de ordem prática atinge diretamente o cidadão: a desburocratização da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Atualmente, cinco estados brasileiros já adotaram políticas de flexibilização que retiraram a obrigatoriedade da baliza no exame prático de direção: Amazonas, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
A estratégia adotada por essas unidades da federação baseia-se em uma política de flexibilização voltada, prioritariamente, para a maioria dos brasileiros que já possuem experiência ao volante, mas ainda não detêm o documento oficial. Nestes locais, a manobra de estacionamento passou a ser tratada como um "detalhe" técnico que não deve ser o fator impeditivo para um motorista que conduz bem em vias públicas. O argumento central é que a baliza tornou-se um "calo" burocrático, sendo a principal causa de reprovação e impedindo cidadãos aptos de obterem sua licença.
A estatística de barrar um motorista de receber sua CNH por não fazer uma baliza não tem mais sentido em um cenário onde a eficiência e a desburocratização devem nortear a gestão pública. Na Paraíba, o questionamento que ecoa é por que o estado ainda mantém essa exigência "condenada", que ignora a realidade estatística de outros centros. A manutenção desse modelo reflete um descompasso com a tendência nacional de simplificar processos para quem já domina a direção.
Sob a ótica da Análise Política de Wgleysson de Souza, a resistência do Detran-PB em aderir a essa flexibilização pode ser interpretada como um apego a rituais burocráticos que geram desgaste desnecessário para o governo estadual. Em um momento de intensa fiscalização — como as recentes ações da Sudema na orla contra poluição marinha — a gestão de João Azevêdo poderia encontrar na simplificação da CNH uma via de diálogo positivo com o eleitorado, reduzindo o custo social e financeiro das constantes reprovações motivadas por uma manobra de pátio.
Reflexão Final:
A modernidade exige que o Estado deixe de ser um obstáculo e passe a ser um facilitador. Se cinco estados já provaram que é possível formar condutores sem o fetiche da baliza, a Paraíba precisa decidir se continuará presa a modelos arcaicos ou se terá a coragem de modernizar seu sistema de trânsito. O Jornalismo Político do Portal Repórter TV seguirá questionando se a "surpresa de março" ficará restrita aos tribunais ou se chegará também às ruas, facilitando a vida do cidadão comum.
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