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O debate sobre a política de cobrança da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) deixou de ser uma reclamação pontual e passou a ocupar espaço no centro da Política da Paraíba. O motivo é claro: o modelo tarifário aplicado ao consumidor comum.
Para ter acesso ao fornecimento de água, o cidadão desembolsa quase R$ 600 na instalação. Até aí, trata-se de um custo inicial formalizado pela empresa pública. O impasse surge quando o usuário não consegue ou não deseja manter o pagamento mensal ativo.
Ao suspender o serviço para evitar a cobrança da tarifa mínima, o hidrômetro é retirado. Quando houver necessidade de reativação, o consumidor precisa pagar novamente pela instalação. O investimento anterior não é reaproveitado.
O serviço é essencial, mas o modelo impõe ao cidadão a lógica de pagar para ter, pagar para não usar e pagar outra vez para voltar a usar.
A cobrança da taxa mínima, independentemente do consumo efetivo, intensifica a sensação de desequilíbrio. Se utilizar pouco, paga o mínimo. Se não utilizar, ainda assim há cobrança enquanto o serviço estiver ativo. Se optar por suspender para não pagar, perde o valor investido e terá nova despesa no futuro.
No campo institucional, a responsabilidade política é inevitável. A Cagepa integra a estrutura do Governo do Estado e está sob a condução do governador João Azevêdo. Ainda que as tarifas sigam critérios técnicos e regulatórios, o impacto social recai sobre o Executivo.
Nos Bastidores do Poder, a avaliação estratégica é de que o tema pode se transformar em pauta sensível, sobretudo em um ambiente de cobrança crescente por redução de custos e maior transparência nas políticas públicas. A Assembleia Legislativa da Paraíba ainda não protagonizou debate aprofundado sobre o formato da cobrança, o que amplia questionamentos sobre a atuação parlamentar.
O contexto econômico atual reforça a tensão. Famílias e pequenos comerciantes convivem com aumento de impostos, inflação e despesas fixas elevadas. Quando um serviço essencial como água se torna sinônimo de múltiplas cobranças, a insatisfação tende a ultrapassar o campo administrativo.
Na leitura política, não se trata apenas de tarifa. Trata-se de percepção pública. A forma como o Estado estrutura a cobrança de um serviço básico impacta diretamente a confiança institucional. O silêncio ou a ausência de posicionamento claro por parte de autoridades também compõe esse cenário.
A discussão está posta: quase R$ 600 para instalar, perda do hidrômetro ao suspender e nova taxa para reativar. Um modelo que pressiona o bolso do cidadão e exige resposta objetiva dos representantes eleitos.
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