Motivado por ciúmes, o assassinato do motoboy Erick Santos, de 23 anos, chocou moradores de João Pessoa após investigações da Polícia Civil revelarem detalhes de uma sessão de tortura brutal ordenada por membros de uma facção criminosa.

O delegado Filipe William confirmou que a motivação foi esclarecida durante a audiência de custódia de um dos suspeitos envolvidos, cuja prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça.

Erick estava desaparecido desde a última terça-feira (25). No sábado seguinte, seu corpo foi achado sem vida em uma área de mata situada no bairro Padre Zé.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

A dinâmica do crime segundo a polícia

De acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o rastreamento da motocicleta da vítima guiou os agentes até a residência da ex-companheira do rapaz.

No local, os policiais encontraram o atual namorado da mulher, um homem monitorado por tornozeleira eletrônica e com antecedentes criminais. Ele confessou ter ordenado a chamada "disciplina" contra Erick.

Mensagem falsa e negação

As apurações indicam que o suspeito usou o celular da própria companheira para enviar uma mensagem atraindo o motoboy até o imóvel na madrugada do desaparecimento.

Embora tenha admitido a participação nas agressões e na chamada aos comparsas da facção, o homem preso negou ter desferido os golpes letais que resultaram na morte da vítima.

A ex-companheira negou qualquer caso amoroso atual com Erick e relatou às autoridades ter sido vítima de violência doméstica praticada pelo próprio companheiro devido aos ciúmes excessivos.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072