Uma ventania extrema atingiu diversos bairros do Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (29), provocando um apagão generalizado e a paralisação de transportes essenciais na capital fluminense. O fenômeno registrou rajadas de 92 km/h na estação de Santa Cruz, na Zona Oeste, e alcançou 105,5 km/h no Aeroporto do Galeão, na Zona Norte, por volta das 17h.

O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro atuou em 26 salvamentos. A corporação também contabilizou quatro desabamentos e atendeu a 30 chamados para corte de árvores caídas pelas vias.

A concessionária Light informou que uma falha externa impactou a rede elétrica em várias regiões. As equipes técnicas mobilizaram-se rapidamente e, antes das 18h, o fornecimento de luz já havia sido normalizado em todo o município.

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Impactos nos transportes

O sistema metroviário teve as três linhas paralisadas às 16h40. Passageiros usaram as redes sociais para relatar momentos de tensão presos nos vagões. Cerca de uma hora mais tarde, a operação foi retomada nas linhas 1 e 4, enquanto a Linha 2 seguiu inoperante.

Os trens urbanos também pararam de circular. No sistema BRT, a força do vento danificou a cobertura da estação Dom Bosco, obrigando o fechamento do local em Santa Cruz.

No Aeroporto Santos Dumont, as atividades foram suspensas às 16h52. Seis voos precisaram ser desviados para outros terminais e quatro decolagens foram canceladas. No Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), quatro aeronaves com destino à capital foram redirecionadas.

Estágio dois de alerta

Diante dos estragos, a Prefeitura do Rio de Janeiro decretou Estágio Dois, o segundo nível em uma escala de cinco, indicando risco de ocorrências severas. O Centro de Operações registrou a queda de 25 árvores até as 18h15.

O Sistema Alerta Rio indicou a presença de nuvens baixas e núcleos isolados de chuva. A previsão aponta ventos moderados a muito fortes nas horas seguintes, com possibilidade de precipitação fraca.

O prefeito Eduardo Cavaliere utilizou as redes sociais para orientar a população. Ele recomendou que os cidadãos evitem deslocamentos, fiquem longe de áreas abertas e fujam de marquises devido ao risco contínuo de quedas de árvores.

*Em atualização.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072