O vice-prefeito Carlos Monteiro assumiu o cargo de prefeito interino de Caaporã, na Paraíba, nesta quinta-feira (20). A solenidade realizada na Câmara Municipal ocorreu após o afastamento do gestor titular, Francisco Nazário de Oliveira, investigado por suspeita de liderar um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos.

A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Legislativo municipal, Oto Mariano. Carlos Monteiro assinou o termo de posse em cumprimento a uma ordem judicial cautelar, que determina o afastamento do titular enquanto durarem as apurações judiciais.

Em seu pronunciamento aos presentes, o gestor em exercício pediu serenidade aos moradores e garantiu a continuidade dos serviços públicos. "Mantenham a calma, que eu estou aqui, e o trabalho continua. Somos uma equipe, sozinhos não chegamos a lugar nenhum. Vamos trabalhar ainda mais por Caaporã", declarou.

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Entenda as investigações da Operação Purgatório

A mudança na gestão municipal é reflexo da Operação Purgatório, deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em conjunto com a Polícia Civil. As apurações apontam a existência de uma organização criminosa voltada ao direcionamento de contratos emergenciais e superfaturamento na coleta de resíduos sólidos e limpeza urbana.

De acordo com os promotores de Justiça, o prejuízo estimado aos cofres do município ultrapassa a marca de R$ 2 milhões. Além do prefeito afastado, a decisão judicial atingiu o secretário de Infraestrutura, uma agente de contratação e três empresas prestadoras de serviço.

Vídeo e desdobramentos do processo

O caso ganhou novos desdobramentos após a divulgação de imagens nas quais o prefeito afastado aparece manuseando cerca de R$ 400 mil em uma bolsa. O Ministério Público apura se a quantia tem relação com o pagamento de vantagens ilícitas para o direcionamento dos contratos de limpeza urbana. O investigado nega as acusações.

Em nota, a empresa HAC Serviços Ambientais informou que está colaborando com as autoridades e repassou toda a documentação solicitada. As demais empresas e investigados citados não responderam aos contatos ou não foram localizados até o momento.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072