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A política, quando desprovida de preparo técnico, frequentemente recorre ao teatro para justificar seus deslizes. O recente episódio envolvendo a exposição da vulnerabilidade de um cidadão com deficiência em Cajazeiras ganhou um novo capítulo. Em uma tentativa clara de contenção de danos e reconstrução de imagem, um novo vídeo foi veiculado — desta vez trazendo a família do jovem para endossar a gravação original sob a justificativa de "autorização". No entanto, é fundamental separar o consentimento familiar da responsabilidade ética que recai sobre quem ocupa um cargo público de comunicação. A tentativa de travestir um ato questionável de "boa ação" para demonstrar compaixão não apaga a ausência de decoro na condução inicial do caso.
Mais alarmante do que a manobra para tentar limpar a própria imagem é a estratégia diversionista de atacar a imprensa com narrativas fantasiosas. A alegação velada de que as críticas institucionais ao seu comportamento seriam fruto de um suposto ressentimento — uma falaciosa "dor de cotovelo" por sua não permanência em um veículo de comunicação local — beira o ridículo e foge completamente da realidade dos fatos. O mercado jornalístico sério é pautado por resultados, profissionalismo e viabilidade comercial. Espaços em emissoras e portais de credibilidade são comercializados mediante a compra de horários, e a presença de qualquer comunicador depende, fundamentalmente, de sua capacidade de atrair e reter público.
Os números expostos nas plataformas de vídeo, como o YouTube, são implacáveis e evidenciam uma verdade irrefutável: a falta de audiência própria não pode ser terceirizada ou mascarada com ilações contra quem realiza um jornalismo independente. A ausência de relevância midiática de determinados programas não se resolve com invencionices ou tentando transferir frustrações pessoais para empresas que seguem consolidando sua liderança em visualizações. A cobertura jornalística do fato isolado se deu unicamente pela gravidade de ver um agente público expondo um jovem deficiente, e não por qualquer interesse ou vínculo pretérito com o autor da ação.
O debate que se propõe aqui não é pautado por picuinhas menores, mas pela defesa intransigente de uma comunicação pública feita com seriedade, empatia e respeito aos direitos humanos. Tentar desqualificar veículos de imprensa para fugir do escrutínio social e das sanções legais ou morais é a tática dos que não possuem embasamento para justificar suas atitudes. A sociedade cajazeirense é madura o suficiente para distinguir quem faz jornalismo pautado no interesse coletivo e quem utiliza a vitrine pública para fins de autopromoção vazia.
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