Os bastidores da política de Cajazeiras ganharam novos ingredientes após o vereador Alysson Voz e Violão utilizar a tribuna da Câmara Municipal para realizar uma das mais contundentes defesas da gestão da prefeita Corrinha Delfino desde o início do atual mandato.

Durante seu pronunciamento, o parlamentar não apenas exaltou ações administrativas da prefeita, especialmente obras executadas com recursos próprios do município, como também deu sinais de possuir informações privilegiadas sobre os acontecimentos que teriam provocado o afastamento político entre Corrinha Delfino e o ex-prefeito José Aldemir.

O episódio chamou atenção porque, até o momento, os dois principais protagonistas dessa história ainda não apresentaram publicamente uma versão detalhada sobre os fatos que teriam provocado o rompimento político que passou a ser comentado nos bastidores desde o segundo semestre de 2025.

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A situação ganhou dimensão ainda maior quando Alysson insinuou que poderia revelar informações que, segundo ele, explicariam a verdadeira origem desse distanciamento político.

A declaração deixou a classe política em alerta ao sugerir que ainda existem fatos desconhecidos do público sobre um dos episódios mais comentados dos bastidores cajazeirenses.

O posicionamento do vereador também provocou reações imediatas dentro da própria base governista. O vereador Hualas Barroso demonstrou resistência ao protagonismo assumido por Alysson e deixou claro que não o reconhece como líder político do governo na Câmara. O episódio evidenciou que, além da oposição, existem divergências internas que exigem atenção da articulação política do Executivo Municipal.

Nos corredores da Casa Legislativa, a leitura predominante é que Alysson vem assumindo gradativamente um espaço cada vez mais relevante na defesa institucional da gestão, movimento que naturalmente desperta disputas por influência e protagonismo dentro do grupo situacionista.

As críticas recebidas dos vereadores Helano Segundo e Hualas Barroso reforçam essa percepção. Ambos atribuem ao parlamentar parte do ambiente de tensão que se instalou entre integrantes da base governista. Diante desse cenário, cresce a avaliação de que o presidente da Câmara, Lindemberg Lira, e a própria prefeita Corrinha Delfino precisarão atuar para evitar que divergências internas se transformem em um problema político de maiores proporções.

Outro tema que continua alimentando especulações diz respeito ao posicionamento eleitoral dos vereadores Alysson Voz e Violão e Lamarque Barros após a migração para a base aliada da prefeita.

Embora ambos estejam alinhados ao projeto de reeleição do deputado estadual Júnior Araújo, interlocutores políticos observam que os dois ainda mantêm apoio ao deputado federal Fábio Tyrone, situação que gera questionamentos sobre a composição completa do grupo político governista para as eleições de 2026.

Nos bastidores, comentários indicam que a expectativa inicial era de uma adesão integral ao projeto político defendido pela prefeita. Entretanto, até o momento, a situação permanece parcialmente definida, alimentando novas negociações e articulações.

Informações que circularam nos meios políticos apontam que o tema teria chegado inclusive ao núcleo político do governador Lucas Ribeiro. Segundo relatos atribuídos a interlocutores do processo, a prioridade neste momento seria preservar a unidade do grupo aliado e evitar desgastes que possam comprometer estratégias eleitorais futuras.

No ambiente político, prevalece uma máxima conhecida: em determinados momentos, preservar a estabilidade da aliança vale mais do que forçar decisões que possam provocar rupturas irreversíveis.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.