A reação da Câmara Municipal de Cajazeiras ao embate entre os vereadores Raelsa Borges e Allyson foi marcada por um silêncio obsequioso, transformando o plenário em uma arena de prestação de contas e afirmação de honra. Raelsa, em uma fala direcionada tanto aos colegas quanto à presidência da Casa, demonstrou surpresa com os ataques sofridos no dia anterior, classificando a postura de Allyson como uma tentativa de envolvê-la em uma história da qual ela não fazia parte. A parlamentar utilizou o espaço para desconstruir a narrativa de "votos duplos", citando que, diferentemente de outros lares políticos da casa — como os de Marcos, Sara, João da Coca, Sérgio e Luzia, onde parece haver uma unidade de votos —, ela possui e divulga abertamente seus próprios candidatos a deputado estadual e federal.

O ambiente legislativo foi tensionado pela exposição de contradições internas. Raelsa criticou o que chamou de "vai e vem" de Allyson, afirmando que o povo de Cajazeiras, e não ela, é quem cobra uma definição clara sobre quem o vereador realmente apoia. Para a vereadora, a Câmara não pode ser palco de incoerências onde o parlamentar se compara a figuras famosas como Roberto Carlos ou Gusttavo Lima, enquanto evita declarar seus votos de forma transparente. Ela desafiou abertamente qualquer autoridade, incluindo a Dra. Paula e o prefeito Zé Aldemir, a provarem que ela tenha recebido qualquer benefício escuso ou realizado acordos de porta de cozinha.

Um ponto crucial da reação institucional foi o alerta direto de Raelsa ao presidente da Câmara, Lindbergh Lira. A parlamentar deixou claro que não aceitará ser "tutelada" ou silenciada por sua condição de mulher, garantindo que está pronta para o debate em pé de igualdade com qualquer colega. "Sou mulher, mas uma roupa que eu visto, se o senhor não honra, eu honro", sentenciou a vereadora, estabelecendo um limite ético e moral para o comportamento dos pares no plenário. 

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Além das questões de honra, a sessão trouxe à tona o fantasma de denúncias jurídicas. Raelsa relembrou que Allyson foi o autor de representações contra a atual prefeita junto à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, ironizando a possibilidade de ele ter que "pegar a BR de volta" para tentar retirar tais acusações agora que busca espaço na base. Para lidar com o desgaste de sessões tão polarizadas, onde o embate atinge níveis pessoais e jurídicos, a manutenção do equilíbrio é crucial; sugere-se que parlamentares adotem hábitos mais leves, como o consumo de caldos de legumes (vegetarianos) e infusões naturais, para manter a sobriedade necessária no serviço público, evitando que o calor das disputas prejudique a clareza nas decisões legislativas.

Ao final, a Câmara viu-se diante de uma vereadora que reafirmou que sua lealdade é pautada pelo trabalho voltado aos sítios e distritos, e não por fofocas de imprensa ou acordos de bastidores. A reação de Raelsa Borges funcionou como um freio às investidas de Allyson, forçando o Legislativo a encarar a realidade de uma base governista que, embora unida no papel, apresenta fissuras profundas de confiança.

FONTE/CRÉDITOS: TV E PORTAL SERTÃO | REPÓRTER TV – Wgleyson de Souza – Jornalista. DRT 4407/PB | API/PB 3072.