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O candidato ao governo Cícero Lucena protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no TRE-PB nesta quinta-feira (10). O processo envolve o atual governador Lucas Ribeiro e o antecessor João Azevêdo, acusados de abuso de poder político e econômico.
A defesa de Cícero Lucena requer a inelegibilidade por oito anos dos envolvidos e a cassação dos registros ou diplomas. Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp para acompanhar atualizações.
Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) citados na petição indicam que 6.547 pessoas sem vínculo anterior foram admitidas em 2026. A maior concentração ocorreu na Secretaria de Estado da Educação, totalizando 5.103 novas contratações.
O documento detalha que a despesa mensal com pessoal saltou de R$ 923,3 milhões em junho de 2025 para R$ 1,13 bilhão em julho de 2026. Isso representa uma expansão real de 16,33% acima da inflação em um período de 12 meses.
A campanha de Cícero Lucena busca uma tutela de urgência para barrar o crescimento de servidores temporários. Também exige a suspensão de novas admissões nas secretarias de Educação, Saúde e Desenvolvimento Humano, salvo exceções legais.
Alerta do Ministério Público Eleitoral
A petição destaca que a Procuradoria Regional Eleitoral já havia emitido recomendações em abril sobre o patamar de funcionários temporários na administração estadual.
Mesmo com o aviso, a denúncia aponta novas contratações que somam 2.176 pessoas, gerando um custo mensal estimado em R$ 12,72 milhões. O processo seguirá agora para análise da Corregedoria Regional Eleitoral.
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