Apontada por 23% dos eleitores como um dos maiores problemas do estado em pesquisa Quaest divulgada em agosto, a segurança na Paraíba virou tema central no debate político. Com vistas às Eleições 2026, os postulantes ao governo estadual registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suas diretrizes de combate ao crime e fortalecimento policial.

O levantamento da Quaest, encomendado pelas TVs Cabo Branco e Paraíba, ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. A pesquisa possui margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob os registros PB-07850/2026 e BR-00699/2026 no TSE.

Propostas dos candidatos ao governo estadual

Lucas Ribeiro (PP): Defende o uso de tecnologia com a criação de Centros Integrados de Comando e Controle (CICC), câmeras inteligentes e drones. Propõe reforma de delegacias, capacitação humanizada para proteção à mulher e a transferência de presídios urbanos para Complexos Industriais Penais.

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Cícero Lucena (MDB): Foca na inteligência para combater o crime organizado e solucionar homicídios. Planeja instalar seis CICCs regionais, cinco mil câmeras de monitoramento, reorganizar o sistema carcerário nas regiões de João Pessoa e Campina Grande e expandir as Delegacias da Mulher 24 horas.

Efraim Filho (PL): Prioriza a desarticulação de facções criminosas com investimento em inteligência e perícia criminal. O candidato aposta no modelo de Polícia de Proximidade, monitoramento por câmeras e regionalização de presídios focada na ressocialização do apenado.

Pedro Coutinho (DC): Apoia o combate ao tráfico de drogas e às organizações criminosas integrando dados com órgãos federais. Suas diretrizes incluem a valorização profissional das Forças de Segurança e maior suporte tecnológico.

Camilo Duarte (PCO): Sem um plano estadual específico no sistema do TSE, o candidato utiliza o programa nacional do partido. O documento defende a dissolução da Polícia Militar, o fim do aparato repressivo e o direito à autodefesa dos trabalhadores.

Yuri Ezequiel (UP): Propõe a desmilitarização da polícia e a criação da Polícia Cidadã voltada aos direitos humanos e combate ao crime no setor público. Também sugere um programa contra o machismo nas escolas e delegacias da mulher 24h em todas as regiões.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072