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A estátua de Iemanjá, localizada na orla do Cabo Branco, em João Pessoa, voltou a ser alvo de degradação neste sábado (19). A cúpula de vidro projetada para proteger o monumento, referência para praticantes do candomblé e da umbanda, acabou sendo depredada.
O ataque vandalico ocorre poucos meses após a conclusão das obras de revitalização do espaço urbano. A praça renovada foi entregue em setembro de 2025, fruto de um investimento de R$ 662,7 mil que integrou a criação de um largo, ciclofaixa, novo mobiliário e estacionamento.
Histórico recorrente de ataques
A violência contra a estrutura não é recente na capital paraibana. Em fevereiro de 2024, a imagem passou por um processo de restauração realizado por dois artistas a pedido de um fiel. Anos antes, em abril de 2013 e março de 2016, a escultura teve partes como a cabeça e as mãos destruídas.
Os episódios sucessivos motivaram protestos de adeptos das religiões de matriz africana sobre a ocorrência de intolerância religiosa. A prática é tipificada como crime pela Lei Federal nº 9.459/1997, com punição prevista de um a três anos de reclusão e multa. A polícia foi acionada, contudo os responsáveis pelas depredações ainda não foram identificados.
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