A Operação Bon Vivant, deflagrada na manhã desta terça-feira (15) pela Polícia Civil da Paraíba, revelou que uma organização criminosa movimentou cerca de R$ 144 milhões em dois anos. O grupo atuava em Campina Grande e no Rio Grande do Norte com tráfico de drogas, venda de armas e lavagem de dinheiro.

A ofensiva cumpriu 28 mandados de prisão nos dois estados, sendo que doze alvos já estavam detidos. As investigações começaram após a apreensão de um celular, que revelou a divisão de tarefas entre os suspeitos.

O delegado Lucas Rothardan explicou à TV Paraíba que o material genético e digital analisado permitiu destrinchar o esquema. Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp para receber as atualizações.

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Como funcionava o esquema

Para mascarar a origem ilícita dos recursos, o grupo utilizava o mercado de animais e vaquejadas. Os suspeitos adquiriam cavalos e participavam de leilões para inserir o capital na economia formal.

Além disso, três academias e negócios voltados à comercialização de bichos foram identificados. A polícia também apontou o uso de laranjas, incluindo esposas de investigados, para ocultar bens.

Investimento em cantor e atuação no RN

Uma estratégia inusitada envolvia o agenciamento da carreira de um cantor. A facção investia no artista para ampliar as frentes de negócios, embora a polícia ressalte que ele desconhecia o esquema.

No Rio Grande do Norte, um haras ligado a um dos líderes foi alvo de buscas. No local, agentes apreenderam veículos, caminhões e um quadriciclo.

Em Campina Grande, as diligências ocorreram em bairros como Aluízio Campos e José Pinheiro, além de condomínios fechados. Durante uma das prisões, houve disparos de arma de fogo contra os policiais, mas ninguém ficou ferido e a situação foi controlada.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072