O ministro Gilmar Mendes reforçou, nesta quarta-feira (30), suas críticas contundentes contra o vazamento seletivo de investigações que tramitam no STF. A manifestação ocorreu durante a abertura da sessão plenária, momento em que o magistrado homenageou o primeiro ano de presidência do ministro Edson Fachin.

Ao discursar sobre a trajetória de Fachin, Mendes relembrou a atuação do colega como relator da Operação Lava Jato. Segundo o decano, o presidente da Corte conduziu casos complexos com equilíbrio, evitando que as investigações se transformassem em um espetáculo midiático ou fossem utilizadas para fins eleitoreiros.

Mendes pontuou que, durante a gestão de Fachin em processos de alta sensibilidade, não houve registros de quebra de sigilo com motivação política. O ministro destacou a importância de manter a integridade dos gabinetes, protegendo documentos sob responsabilidade do tribunal de interferências externas indevidas.

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A postura de Gilmar Mendes reflete um episódio recente ocorrido no dia 15 deste mês. Na ocasião, o ministro acusou o colega André Mendonça, então relator do caso Master, de compartilhar trechos de investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes com viés político.

Apesar de divergências históricas em teses sobre o processo penal, Mendes enfatizou que ambos compartilham o entendimento fundamental de que o magistrado não deve atuar como parte ou instrumento de causas específicas. Ele reiterou sua confiança de que Fachin continuará a fortalecer o rigor institucional do Supremo.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072