A prisão de um homem de 53 anos, suspeito de espancar um cachorro e arremessá-lo em uma fogueira, foi mantida pela Justiça. O flagrante ocorreu em Queimadas, no Agreste da Paraíba, e a decisão foi confirmada na tarde deste sábado (18) durante audiência de custódia. O delegado Artur Andrade, responsável pela investigação, confirmou a informação.

Até o momento da publicação desta matéria, o suspeito, cuja identidade não foi revelada, ainda não havia sido transferido para uma unidade prisional, e não havia confirmação sobre o destino de sua transferência.

Conforme a Polícia Civil, o agricultor foi detido após denúncias de maus-tratos contra o animal. As investigações apontam que o cachorro foi severamente agredido e, subsequentemente, jogado em uma fogueira. O animal não sobreviveu aos ferimentos e faleceu no local.

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Sequência de agressões detalhada na investigação

As agressões contra o animal teriam se iniciado na sexta-feira (17), após vizinhos reportarem o ocorrido. Testemunhas indicaram que o cachorro foi alvo de violência em pelo menos duas ocasiões ao longo do dia.

Inicialmente, o cachorro teria sido amarrado a uma árvore. Horas depois, o suspeito retornou e o agrediu com golpes de madeira, causando ferimentos que o impossibilitaram de se mover.

Ainda segundo a Polícia Civil, após as agressões, o agricultor acendeu uma fogueira e lançou o cachorro, ainda vivo, nas chamas. A morte do animal ocorreu no próprio local.

O delegado Artur Andrade detalhou que o investigado continuou as agressões até que o animal não pudesse mais se locomover. "O indivíduo começou a desferir golpes com um pedaço de madeira em seu próprio cachorro. Não satisfeito em ter agredido o cachorro anteriormente, continuou as agressões até que o cachorro não conseguiu mais andar. Ele acendeu uma fogueira e arremessou o cachorro ainda vivo em meio às chamas", explicou o delegado.

O delegado também informou que o agricultor possui antecedentes criminais, com registros anteriores por ameaça, violência doméstica e lesão corporal contra outras pessoas.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072