Uma operação integrada realizada entre os dias 17 e 27 de agosto flagrou mais de 230 hectares de desmatamento ilegal na Paraíba, resultando em multas superiores a R$ 2 milhões.

A ação foi conduzida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em parceria com a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), contando também com o apoio das polícias civil e militar.

Os flagrantes ocorreram em áreas situadas nos municípios de São Miguel de Taipu, Massaranduba, Alagoa Grande e Alagoinha, todos localizados na região do Agreste do estado.

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Ao todo, os órgãos fiscalizadores emitiram 15 autos de infração durante o período da força-tarefa.

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Os ilícitos ambientais foram descobertos por meio de monitoramento remoto, utilizando plataformas como o MapBiomas Alerta, que geraram sete alertas checados posteriormente em campo.

Operação nacional na Mata Atlântica

A iniciativa na Paraíba integrou uma mobilização simultânea em outros 16 estados brasileiros que abrigam biomas de Mata Atlântica.

Em âmbito nacional, a ofensiva ultrapassou a marca de 8 mil hectares autuados, com penalidades financeiras que superaram os R$ 100 milhões.

Autoridades destacaram que o uso de drones e ferramentas avançadas de georreferenciamento foi essencial para otimizar o trabalho de inspeção.

Punições e sanções legais

Os responsáveis pelas áreas degradadas estão sujeitos a multas, embargos e à obrigação de reparar integralmente os danos ecológicos e climáticos causados.

Além das penalidades administrativas, os infratores podem enfrentar processos nas esferas cível e criminal.

Entre os bloqueios operacionais previstos estão restrições no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o impedimento de obter financiamentos rurais.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072