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O estado da Paraíba registrou 71 homicídios de mulheres em 2024, conforme revelado pelo Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26). Os dados, produzidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apontam que a taxa paraibana de 3,4 mortes para cada 100 mil mulheres iguala a média nacional. Alarmantemente, as mulheres negras representam a maior parte das vítimas fatais no estado.
Apesar do número expressivo, o relatório do Ipea e FBSP destaca uma tendência de queda nos homicídios de mulheres na Paraíba. Em relação ao ano de 2023, a taxa de mortalidade feminina no estado apresentou uma diminuição de 10,1%.
No período compreendido entre 2014 e 2024, a redução acumulada alcançou 39,3%, um desempenho superior à média nacional, que registrou uma queda de 27,7% no mesmo intervalo.
Desigualdade racial: Mulheres negras são maioria entre as vítimas
O Atlas da Violência também evidencia uma acentuada desigualdade racial nos casos de violência letal contra mulheres na Paraíba. No ano de 2024, um total de 54 mulheres negras foram assassinadas no estado. A taxa de 4 homicídios para cada 100 mil mulheres negras demonstra estabilidade em comparação com o ano anterior.
Em contraste, entre as mulheres não negras, foram contabilizadas 12 mortes, resultando em uma taxa de 1,6 homicídio por 100 mil mulheres.
Este panorama revela que mulheres negras na Paraíba enfrentam um risco 2,5 vezes maior de serem vítimas de homicídio, quando comparadas às mulheres não negras, um dado que sublinha a urgência de políticas públicas específicas.
Paraíba com índice inferior a outros estados do Nordeste
Ao analisar o cenário regional, a Paraíba se destaca por apresentar uma taxa de homicídios de mulheres inferior à de outros estados nordestinos. Com 3,4 mortes por 100 mil mulheres, o estado se posiciona abaixo do Ceará (5,7), Pernambuco (5,4) e Bahia (5,4).
Contudo, mesmo com essa posição relativa no Nordeste, o índice paraibano ainda supera em mais do dobro a taxa de São Paulo, o estado com o menor registro de homicídios femininos no país, que é de 1,5 por 100 mil mulheres.
Outros grupos vulneráveis sob a ótica da violência
O Atlas da Violência também aborda indicadores referentes a outros grupos vulneráveis na Paraíba. No segmento das mulheres idosas, a taxa de internações por agressão no sistema de saúde atingiu 2,1 para cada 100 mil habitantes. Em um panorama mais amplo, foram registrados 49 homicídios de idosos, englobando ambos os sexos.
Quanto à população indígena, um homicídio foi reportado na Paraíba em 2024, embora o relatório não especifique o sexo da vítima.
No que tange à violência infantil, o estudo revelou três homicídios de crianças na faixa etária de 0 a 4 anos e seis homicídios de crianças entre 5 e 14 anos, abrangendo tanto meninos quanto meninas.
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