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A Paraíba ocupa a segunda colocação entre os estados brasileiros com a menor representatividade de mulheres no efetivo da Polícia Militar, conforme aponta o estudo Raio-X da Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Com base em registros obtidos no Portal da Transparência, o relatório indica que o estado possui 811 policiais do sexo feminino em atividade, um número que representa apenas 7,9% do total de 10.309 agentes.
O índice paraibano supera apenas o registrado no Ceará, onde a participação feminina é de 6,9%. Em contrapartida, a média brasileira de mulheres na corporação chega a 13,3%, enquanto o Amapá lidera o ranking nacional com expressivos 31% de efetivo feminino.
Diante da predominância masculina, que soma 9.498 servidores e equivale a 92,1% da força de segurança local, a reportagem buscou um posicionamento da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SSDS), mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Distribuição das policiais militares por patente
As 811 agentes que integram a corporação na Paraíba estão divididas entre as categorias de praças e oficiais, refletindo diferentes níveis hierárquicos dentro da instituição.
Entre as praças, o estudo destaca a presença de 238 sargentos, 162 cabos, 135 soldadas e 38 subtenentes. Já na ala dos oficiais, o quadro é composto por 90 capitãs, 85 tenentes, 35 majores, 5 tenentes-coronéis e 3 coronéis, além de 20 alunas e aspirantes atualmente em formação.
Fim da limitação legal e impacto do STF
Historicamente, a presença feminina na corporação sofreu restrições devido à Lei Estadual nº 7.165/2002, que fixava um teto de apenas 5% para o ingresso de mulheres.
No entanto, essa restrição foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025. Na ocasião, a Corte determinou a reavaliação de um concurso público para reintegrar candidatas que haviam sido eliminadas unicamente com base na cota considerada inconstitucional.
Presença feminina nos bombeiros e na Polícia Civil
No Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, o cenário aponta 165 mulheres na ativa, o equivalente a 11,2% de um total de 1.474 bombeiros. O percentual coloca o estado na nona menor posição do país, abaixo da média nacional de 15%.
Por outro lado, a Polícia Civil apresenta o melhor índice de equidade entre as forças estaduais analisadas. Dos 2.169 agentes civis, 558 são mulheres (25,7%), com forte destaque para a carreira de escrivã, onde elas ocupam 41,3% dos postos disponíveis.
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