A Paraíba alcançou um marco significativo em julho de 2026 ao não registrar nenhum caso de feminicídio, conforme divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Este é o primeiro mês do ano sem mortes de mulheres em decorrência de gênero, um dado que se destaca especialmente quando comparado ao mesmo período de 2025, quando o estado contabilizou 23 vítimas. A redução representa um alívio e um ponto de atenção para as autoridades em segurança pública.

O mês de julho se tornou o primeiro em 2026 a registrar zero feminicídios. No entanto, até o final de junho, o estado já havia contabilizado 18 casos consumados. A análise dos dados mensais revela que junho foi o período mais crítico, com cinco ocorrências, seguido por janeiro e março, ambos com quatro feminicídios registrados.

A capital, João Pessoa, liderou o número de feminicídios no primeiro semestre de 2026, com quatro casos. Outras cidades que registraram ocorrências incluem Conceição (2), Arara (1), Baía da Traição (1), Belém (1), Bonito de Santa Fé (1), Desterro (1), Emas (1), Guarabira (1), Itapororoca (1), Lagoa Seca (1), Monteiro (1), Piancó (1) e Sertãozinho (1).

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Tentativas de feminicídio também em foco

Além dos casos confirmados, a Paraíba registrou 21 tentativas de feminicídio em 2026. Em julho, duas tentativas foram notificadas. Os meses anteriores apresentaram variações: três tentativas em janeiro, duas em fevereiro, três em março, uma em abril, três em maio e sete em junho, o mês com o maior número de tentativas registradas.

João Pessoa também se destacou nas tentativas de feminicídio, com três ocorrências. Outros municípios com registros foram Cabedelo (2), Campina Grande (2), Alagoa Grande (1), Belém do Brejo do Cruz (1), Bonito de Santa Fé (1), Cajazeirinhas (1), Conde (1), Itapororoca (1), Marizópolis (1), Monteiro (1), Natuba (1), Pedras de Fogo (1), Picuí (1), Pilar (1), Pombal (1) e Puxinanã (1).

Contexto de 2025

O ano de 2025 foi particularmente sombrio para a Paraíba em relação ao feminicídio, com um total de 36 mortes. Este número igualou o recorde de 2019 e representou um aumento de 38% em comparação com 2024. Naquele ano, os registros apontavam para uma média de quatro mulheres assassinadas por dia no estado.

Para denúncias de violência contra a mulher, incluindo estupros, tentativas de feminicídio e feminicídios consumados, a população pode acionar os seguintes canais: 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar para emergências).

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072