O motoboy Erick Santos, de 23 anos, foi encontrado morto e esfaqueado mais de 50 vezes em uma região de mata no bairro Padre Zé, em João Pessoa, após desaparecer na terça-feira (25). A informação foi confirmada nesta terça-feira (1º) pelo diretor do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), Flávio Fabres, que revelou a brutalidade do crime motivado por ciúmes, conforme a Polícia Civil.

O exame de necrópsia foi crucial para determinar a quantidade de golpes sofridos pela vítima. Um laudo final, mais detalhado, ainda está em fase de elaboração e será posteriormente entregue à Polícia Civil para auxiliar na investigação do caso, fornecendo dados técnicos essenciais.

Um homem, cuja identidade não foi divulgada, foi detido na sexta-feira (28) sob suspeita de ter ordenado a tortura de Erick. Sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva no domingo (30), conforme decisão judicial. O delegado Filipe Williams, responsável pelo caso, destacou que a motivação do crime foi um fator determinante para a manutenção da prisão do suspeito.

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Ciúmes como motivação principal

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que ciúmes teriam sido o motor da brutalidade que culminou na morte do motoboy. Erick e sua ex-companheira supostamente mantinham um relacionamento, e o atual namorado dela, o suspeito preso, teria descoberto o caso.

De acordo com as investigações, o suspeito teria atraído Erick até a residência da mulher, no bairro Padre Zé. O delegado Filipe Williams confirmou que a motivação foi esclarecida durante a audiência de custódia, reforçando a tese de crime passional.

Envolvimento de facção criminosa

A polícia também revelou que Erick Santos foi vítima de tortura praticada por membros de uma facção criminosa. O suspeito detido confessou ter “aplicado uma disciplina” no motoboy, termo utilizado por ele em depoimento, devido ao suposto relacionamento da vítima com sua companheira.

Ele admitiu ter contado com a ajuda de outros dois integrantes da facção para cometer a violência. Embora tenha negado ter executado Erick, o suspeito confirmou sua participação na tortura e no transporte do corpo para a região de Caaporã após o ato.

Armadilha e negação da ex-companheira

A atração de Erick até o local do crime ocorreu por meio de uma mensagem. A Polícia Civil descobriu que o texto não foi enviado pela ex-companheira, mas sim pelo próprio suspeito, que utilizou o celular dela para se passar pela mulher e armar a emboscada.

A ex-companheira de Erick, por sua vez, negou à polícia que mantinha um relacionamento com o motoboy. Ela relatou que foi vítima de violência doméstica por parte do atual companheiro devido à suspeita do caso, e que integrantes da facção teriam invadido sua casa.

Apesar de não terem filhos juntos, Erick e a mulher cuidaram de uma criança que era filha dela, o que justificaria o contato entre eles após o término. A polícia informou que já está tomando as devidas providências relacionadas à denúncia de violência doméstica.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072