Um levantamento inédito realizado pelo Instituto Update analisou as candidaturas à Presidência da República para avaliar como os planos de governo abordam as demandas femininas. O estudo revela que, embora temas como violência e saúde sejam frequentes, as propostas falham em promover a inserção real das mulheres em espaços de decisão e poder político.

Sub-representação na política

A pesquisa aponta um descompasso entre o desejo do eleitorado e as promessas de campanha. De acordo com o estudo "Mulheres em Diálogo (2025)", 72% das entrevistadas defendem maior representação feminina na política. Apesar disso, apenas uma candidatura apresentou propostas concretas para combater a violência política de gênero e incentivar novas lideranças femininas.

A segurança pública é outro ponto crítico. Embora 70% das mulheres acreditem que elas próprias têm soluções mais eficazes para a área, os planos de governo ignoram essa perspectiva. Apenas um candidato associou a segurança feminina à mobilidade urbana, ignorando que 79% das mulheres sentem medo ao caminhar à noite pelas cidades.

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Enfrentamento à violência

O combate à violência doméstica é a pauta mais consensual, presente em 75% dos programas analisados. As propostas variam entre a expansão de casas-abrigo, integração de serviços de acolhimento e o monitoramento de agressores. Contudo, a diretora do Instituto Update, Carol Althaller, alerta que as candidaturas enxergam a mulher majoritariamente como vítima, e não como agente ativo.

Autonomia econômica e divisão do cuidado

A independência financeira é citada em 58% dos planos de governo, com foco em microcrédito e igualdade salarial. No entanto, há divergências sobre o papel do Estado. Enquanto alguns candidatos defendem a ampliação de creches públicas para reduzir a sobrecarga doméstica das mães, outros tratam o tema apenas sob a ótica do empreendedorismo individual.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072