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A plataforma Sentinela registrou 13 mil comentários ofensivos direcionados a candidaturas LGBT+ desde o início do atual período eleitoral. O levantamento identificou agressões com alvo definido, ou seja, direcionadas a pessoas ou nomes específicos na disputa política.
Para chegar a esses números, a ferramenta analisou mais de 307 mil interações no Instagram. A triagem avaliou a presença de violência, a identificação do alvo, a motivação lgbtfóbica e o impacto direto sobre o candidato monitorado.
Metodologia e recorrência
O sistema foi desenvolvido pelo Instituto Plena Cidadania (IPC) e utiliza inteligência artificial para cruzar dados. Os pesquisadores notaram que mais de 11 mil perfis diferentes participaram das ofensas, com forte concentração em contas específicas.
Um pequeno grupo de 224 perfis foi responsável por quase 1.800 mensagens. O comportamento repetitivo em curto intervalo sugere ações coordenadas, que podem envolver robôs ou grupos organizados.
Alvos principais
O estudo aponta que 92,7% das agressões atingiram mulheres, enquanto 83,6% miraram pessoas negras. Especialistas alertam que o assédio virtual representa uma grave ameaça à integridade do processo democrático no país.
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