A Polícia Civil prendeu em flagrante uma falsa médica em João Pessoa, na quinta-feira (27), investigada por realizar intervenções estéticas clandestinas e aplicar produtos nocivos, como silicone de construção, em dezenas de pacientes.

A suspeita, identificada como Isabela de Melo Dantas, nega ter se apresentado como médica e alega atuar apenas como esteticista e estudante de Biomedicina. Contudo, ao menos seis vítimas já registraram denúncias apontando lesões graves e fraudes financeiras.

Investigação policial e riscos à saúde

Segundo a Delegacia de Defraudações (DDF), a investigada prometia aplicar substâncias como ácido hialurônico e bioestimuladores de colágeno. No entanto, as apurações indicam a aplicação de soro fisiológico, ar e até silicone industrial nos procedimentos.

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O delegado Bruno Vitor Germano alertou que as práticas invasivas geravam alto risco de morte. A mulher alterava constantemente o local dos atendimentos para despistar as autoridades e fugir das queixas das clientes.

A atuação da investigada não se restringia à capital paraibana. As apurações revelaram que ela mantinha atendimentos itinerantes em Campina Grande (PB), Natal (RN), Recife (PE) e Fortaleza (CE).

Relatos das vítimas e posicionamento médico

Entre as afetadas está a influenciadora digital Mirela Veríssimo, que passou mal durante uma aplicação sem anestesia. Outras pacientes relataram deformidades, dores intensas, desmaios e a necessidade de cirurgias reparadoras de emergência.

Testemunhas e ex-funcionárias afirmam que a investigada se apresentava abertamente como médica especialista em redes sociais e transmissões ao vivo, cobrando valores que chegavam a R$ 5 mil por procedimento.

Em nota oficial, o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) apoiou a ação policial e reforçou que intervenções estéticas invasivas devem ser conduzidas exclusivamente por médicos habilitados, sob rigorosas normas sanitárias.

A suspeita responderá por exercício ilegal da medicina, estelionato e uso de medicamentos adulterados. A defesa da investigada não foi localizada até a última atualização.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072