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Um levantamento recente divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela que a prisão preventiva ocorre com muito mais frequência em flagrantes por entorpecentes do que em outros delitos.
De acordo com o boletim do órgão, seis a cada dez indivíduos detidos nessa situação tiveram a retenção cautelar decretada por juízes nas audiências de custódia.
Esse índice de 60% supera de forma expressiva a média de 37,5% registrada em flagrantes de outras naturezas criminais durante o mesmo intervalo.
Para os especialistas responsáveis pela pesquisa, os números refletem o impacto direto da política criminal de entorpecentes no sistema de encarceramento provisório do país.
O estudo questiona a eficácia da própria audiência de custódia como barreira contra prisões provisórias em ocorrências ligadas a substâncias ilícitas.
Perfil das abordagens
A pesquisa aponta que 97% dos casos de drogas analisados entre 2024 e 2025 decorreram de prisões em flagrante oriundas de ações ostensivas policiais.
Isso demonstra que a atuação policial se concentra fortemente no varejo e nos elos mais vulneráveis da cadeia do tráfico.
Embora a prisão preventiva ainda domine, dados históricos indicam uma leve queda nessa diferença em relação à liberdade provisória ao longo dos anos.
Impactos institucionais
Mudanças normativas e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) também entram no escopo de análises sobre o fluxo do sistema carcerário.
A decisão sobre o porte de maconha para uso pessoal é apontada como um fator que pode influenciar os registros recentes.
No entanto, pesquisadores reforçam a necessidade de investigações adicionais para medir o real impacto dessas diretrizes jurídicas.
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