Cerca de 600 trabalhadores da coleta de lixo domiciliar em João Pessoa são as vítimas de uma suspeita de apropriação indébita. A acusação é de que uma empresa do setor descontava parcelas de empréstimos consignados dos salários dos funcionários desde janeiro de 2025, mas não repassava os valores às instituições financeiras credoras, conforme aponta o Ministério Público da Paraíba (MPPB).

A investigação do MPPB teve início após a constatação de documentos que indicavam atrasos em pagamentos, mesmo com os descontos devidamente registrados na folha de pagamento dos colaboradores. A conduta, se confirmada, pode configurar crime de apropriação indébita, uma vez que os valores foram subtraídos dos vencimentos com uma finalidade específica, mas teriam sido desviados de seu propósito original.

Diante da gravidade das suspeitas, o MPPB formalizou, na última quarta-feira (8), um pedido para a instauração de inquérito policial junto à Delegacia Geral da Polícia Civil da Paraíba. O objetivo é apurar responsabilidades e determinar o montante exato dos valores que teriam sido descontados indevidamente e não repassados.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

O Ministério Público esclareceu que outras possíveis irregularidades, como o não recolhimento de contribuições previdenciárias e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), não estão sob a alçada desta investigação específica. As questões previdenciárias foram encaminhadas à Receita Federal, enquanto as relativas ao FGTS foram direcionadas aos órgãos competentes para análise.

Até o fechamento desta reportagem, o g1 não obteve contato com a empresa responsável pelos serviços de coleta de lixo em João Pessoa para comentar o caso.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072