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A prefeita de Areia, Sílvia Cunha Lima, e o vice-prefeito, Luiz Francisco Neto, sofreram a cassação de seus mandatos pelo TRE-PB nesta sexta-feira (4), devido à distribuição ilegal de cestas básicas nas eleições de 2024.
O julgamento na Corte estadual foi marcado por forte acirramento entre os magistrados.
O placar final terminou empatado e o desempate coube ao presidente do tribunal, o desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos.
Mesmo com a sentença desfavorável, os gestores não deixam os cargos imediatamente.
A defesa ainda pode apresentar embargos de declaração para tentar reverter ou esclarecer pontos da condenação.
Entenda o caso
A investigação comandada pelo Ministério Público Eleitoral apontou que a entrega de alimentos na antevéspera do pleito teve o objetivo de captar votos ilegalmente.
Na época, dois servidores da Prefeitura de Areia acabaram presos durante a distribuição dos donativos.
Durante os debates na Corte, a desembargadora Giovana Mayer votou contra a punição, emparelhando o placar em 4 a 4.
No entanto, o voto de minerva do presidente pesou contra a chapa.
Para o magistrado, a proximidade da votação e a irregularidade nos itens entregues comprovaram o abuso de poder político.
Até que todos os recursos sejam julgados em instâncias superiores, Sílvia Cunha Lima e Luiz Francisco Neto seguem exercendo suas funções normalmente na administração municipal.
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