A oposição da cidade de Bom Jesus parece ter perdido a sua bússola política, protagonizando um espetáculo de idas e vindas que desafia não apenas a lógica, mas o bom senso e a memória do eleitorado.

Sem um norte definido e anunciando novos rumos em questão de dias, o grupo vem agindo como verdadeiros "saltimbancos" e "acrobatas" no picadeiro eleitoral, alterando rotas e alianças de forma quase instantânea.

Essa instabilidade gera uma consequência inevitável e politicamente corrosiva: a rápida perda de credibilidade perante a população, que há tempos já convive com uma natural desconfiança em relação aos movimentos da classe.

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O sintoma mais claro dessa desorientação estratégica envolve o atual vice-prefeito do município, Ediney Pereira, juntamente com os vereadores Fábio Abel e Graça Lopes.

O colegiado, que havia sinalizado apoio a Jony Bezerra, migrou repentinamente para o palanque de Fábio Tayrone, pré-candidato a deputado federal.

Essas manobras rápidas, onde a fidelidade evapora no ar, deixam a forte impressão de que os acordos firmados mudam apenas conforme a direção do vento, levantando o questionamento inevitável: as decisões são guiadas por um projeto de interesses coletivos ou estamos testemunhando meras conveniências de momento?

Observando o cenário com a cautela que a análise política exige, sabe-se que nenhum movimento dessa natureza ocorre no vazio.

A guinada repentina contou com as bênçãos do ex-prefeito de Cajazeiras, Zé Aldemir, o que insere uma camada extra de estranheza na articulação, dado o histórico de alinhamento de Aldemir com Aguinaldo Ribeiro.

Como já analisado no cenário regional pelo jornalista Gutemberg Cardoso, rompimentos bruscos dessa magnitude costumam flertar com a "devolução" de favores, a cobrança de faturas políticas ou o simples vencimento do prazo de validade de acordos preestabelecidos.

Ao transformar a fidelidade partidária em uma roleta de apoios voláteis, a oposição de Bom Jesus assina um atestado de inconsistência que corrói sua própria imagem de liderança. O calendário eleitoral segue avançando e a constante mudança de direção já transformou a instabilidade do grupo em uma atração à parte na cidade.

Sem saber exatamente para onde vai, a oposição agora assiste ao próprio eleitorado organizar "bolões" para tentar adivinhar quem será o próximo candidato a receber a visita e o efêmero apoio dos intrépidos artistas da política local.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.