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A política, em sua face mais pragmática, costuma atropelar a história e o mérito técnico em favor das conveniências de ocasião. Há quase seis mil dias, o Sertão da Paraíba e a Repórter TV levantam a bandeira da autonomia acadêmica e da criação de uma universidade própria para a região. No entanto, o desfecho desse enredo parece ter sido escrito fora das salas de aula e longe dos anseios populares. A notícia de que a sede da nova universidade será em Patos soa como um balde de água fria em Cajazeiras, que assiste, impotente, ao jogo de cartas marcadas nos Bastidores do Poder.
Mesmo ostentando o título de maior centro universitário da Paraíba logo após Campina Grande, Cajazeiras foi preterida pela força do "novo padrinho" do projeto, o deputado Hugo Motta. O sentimento é de que a Terra da Cultura foi induzida a uma ilusão coletiva, onde a relevância educacional histórica sucumbiu à estratégia eleitoral que privilegia redutos políticos específicos. No Jornalismo Político sério, praticado por Wgleysson de Souza, não se pode ignorar que o desmembramento, embora necessário, nasce com uma marca de exclusão que fere a lógica da descentralização e da meritocracia regional.
Esta Análise Política revela uma realidade amarga na Política da Paraíba: o poder de contestação, embora legítimo e fundamentado em dados, encontra barreiras intransponíveis quando a decisão já está selada nas cúpulas de influência. A Coluna Política de hoje lamenta não apenas a perda física de uma sede administrativa, mas a desconsideração com uma trajetória de luta que atravessa décadas. O que resta a Cajazeiras é o amargo despertar de um sonho, enquanto o centro do poder se desloca conforme a conveniência de quem detém a caneta.
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