Espaço para comunicar erros nesta postagem
O esquema criminoso que sangrou as contas de milhares de aposentados e pensionistas atingiu diretamente o mais alto escalão institucional em Brasília. Em resposta ao questionamento central sobre quem comandava o órgão durante as fraudes, a Polícia Federal (PF) apontou que o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolvido no escândalo é Alexandre Stefanuto. Segundo as investigações da operação "Indébito", autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-gestor teria recebido cerca de R$ 4 milhões oriundos de descontos indevidos aplicados nos benefícios previdenciários.
Nos Bastidores do Poder, o envolvimento do dirigente escancara a gravidade da corrupção na alta cúpula do instituto. Os repasses ilícitos teriam ocorrido entre os anos de 2023 e 2024, período em que Stefanuto comandou o INSS, culminando em sua demissão pelo presidente da República em abril de 2025, logo após a deflagração da primeira fase da operação policial. O despacho do STF detalha que as análises de extratos bancários identificaram transferências ao ex-presidente a partir de contas ligadas à advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação Nacional dos Aposentados e Pensionistas, presa no vizinho estado do Ceará.
Além dos repasses diretos, a Polícia Federal rastreou indícios de pagamentos indiretos que beneficiavam o núcleo duro da gestão. Foram identificados comprovantes de quitação de despesas pessoais, como reservas de hospedagens e passagens aéreas, emitidos em nome de Gilmar Estelo, descrito no inquérito como assessor direto de Alexandre Stefanuto. Essa teia de transações financeiras reforça a tese investigativa de que a estrutura criminosa operava com a conivência e a participação ativa dos principais líderes do instituto nacional.
Sob a lente estratégica da coluna de Wgleysson de Souza, a queda de um ex-presidente de autarquia federal sob acusações tão graves reverbera profundamente na Política da Paraíba e gera grande indignação social. A constatação de que a cúpula do INSS lucrou milhões explorando a vulnerabilidade financeira de idosos expõe um sistema corrompido, onde falsos representantes adotam a premissa de que o dinheiro público fica melhor nos próprios bolsos do que servindo ao povo. O eleitorado, agora ciente dessa traição institucional, aguarda que a Justiça atue com rigor para que esses crimes não terminem impunes.
/Dê sua opinião
Qual o seu nível de satisfação em relação ao serviço público prestado?
Para participar desta enquete, realize o login em sua conta!
Login Cadastre-seNossas notícias
no celular

PORTAL SERTÃO DA PARAÍBA
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se