A última sessão na Casa Olinto Pinheiro foi marcada pela postura combativa do vereador Francisco Alves de Queiroz, o "Chico". Fugindo da retórica puramente protocolar, o parlamentar utilizou a tribuna para dar voz a uma série de gargalos que, segundo sua análise, travam o cotidiano do munícipe uiraunense.

Para o vereador Chico, o Poder Executivo precisa corrigir defeitos operacionais imediatos para que a sensação de "tudo está bom" não mascare deficiências administrativas reais. Abaixo, dividimos os principais eixos de sua cobrança:

1. O Caos Logístico: Da Indefinição de Ruas ao Abandono no Campo
No campo do urbanismo e da produção rural, as críticas de Chico foram contundentes. O parlamentar denunciou a inércia do Setor de Tributos em finalizar a denominação de nomes de ruas, um debate que se arrasta desde o ano passado sem solução. Ele alertou para o risco de duplicidade de nomes e para a desorganização que impede os vereadores de prestarem homenagens e organizarem a cidade.

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A urgência, porém, reside na Secretaria de Agricultura. Com a chegada das chuvas, Chico Queiroz cobrou celeridade no conserto de tratores. Segundo o parlamentar, a demanda pelo "corte de terra" é imediata e não pode esperar pela burocracia, sob o risco de prejudicar o plantio dos agricultores que já o pressionam diariamente por resultados. 

2. O Vácuo Político e a Falta de Transparência Educacional
Chico também expôs uma fragilidade na articulação política da gestão ao questionar abertamente quem ocupa a liderança do governo na Câmara. Para ele, a falta de uma figura clara de interlocução dificulta o encaminhamento das demandas da população ao gabinete da prefeita.

Na área da Educação, o vereador criticou a falta de informações precisas sobre o convênio de bolsas universitárias. Relatou que é constantemente procurado por estudantes e familiares que não sabem a quem recorrer ou onde se dirigir para garantir o benefício. Nem mesmo o Carnaval passou ileso: embora tenha reconhecido o sucesso da segurança, Chico afirmou categoricamente que o evento teve "muitos defeitos" que o setor de eventos deve reconhecer e corrigir, tratando sua fala como uma "crítica construtiva" necessária para o aperfeiçoamento da gestão.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072.