Nos corredores do Congresso Nacional, a movimentação em torno do desmembramento de unidades acadêmicas na Paraíba ganha contornos de uma conveniência política que beira o previsível. O projeto de autoria do deputado federal Wilson Santiago, que defende a criação da nova Reitoria da Universidade Federal do Sertão (UFS), traz em seu cerne uma escolha geográfica que levanta sobrancelhas: a indicação da cidade de Patos como sede administrativa.

A análise fria dos fatos sugere que estamos diante de uma estratégia de centralização que desconsidera as necessidades de capilaridade e desenvolvimento de outras microrregiões sertanejas. No Jornalismo Político, é sabido que a fixação de uma sede de reitoria não é apenas uma decisão logística, mas um trunfo de poder e influência regional. Ao insistir nesse modelo, o parlamentar parece ignorar o clamor de outras localidades que também sustentam o pilar educacional do estado, agindo com a força de quem, no ditado popular, "empurra um bêbado ladeira abaixo".

A questão que fica nos Bastidores do Poder é: a quem interessa esse desequilíbrio? Enquanto o debate deveria ser pautado pela expansão democrática do ensino superior, a proposta atual soa como uma manobra que pode levar ao esvaziamento de diálogos mais plurais. A sede da nova reitoria em Patos, da forma como está sendo conduzida, pode representar o sepultamento de uma autonomia mais justa para o Sertão da Paraíba, consolidando um modelo de gestão que privilegia o status quo em detrimento da inovação institucional.

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Política da Paraíba exige uma visão que vá além do horizonte eleitoral imediato. Se o projeto seguir sem uma reflexão profunda sobre o impacto técnico e social nas demais cidades, a população poderá, mais uma vez, assistir à entrega de uma estrutura capenga, onde a política de gabinete se sobrepõe à política de desenvolvimento real.

FONTE/CRÉDITOS: TV E PORTAL SERTÃO | REPÓRTER TV – Wgleyson de Souza – Jornalista. DRT 4407/PB | API/PB 3072.